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INTRODUÇÃO A primeira das sete Leis Naturais do Ensino, a lei do professor, determina: "O professor precisa conhecer aquilo que vai ensinar". De fato ele precisa conhecer não somente O QUÊ vai ensinar, mas A QUEM vai ensinar e COMO ensinar. O ensino relevante para juvenis pressupõe três áreas de conhecimento por parte do professor: a do conhecimento da Bíblia, do próprio adolescente e dos princípios de didática. I - O CONHECIMENTO BÍBLICO O conteúdo do ensino cristão para juvenis e para todos é a mensagem poderosa da Palavra de Deus. Os efeitos positivos resultantes do contato com ela dá-nos algumas razões para estudá-la. 1) RAZÕES PARA O ESTUDO SISTEMÁTICO DA BÍBLIA a. Proporciona crescimento espiritual - (1 Pe 2.2,3); b. Guia-nos a toda verdade - (Sl 119.105, 130); c. Guarda-nos do pecado - (Sl 119.11; Jô 15.3); d. Estimula-nos para a maturidade espiritual - (2 Tm 3.16,17). O professor deve encarar o ensino bíblico como instrumento de mudança. Na própria vida, e depois na vida do aluno. Mudança não forçada, mas resultado, sim, do despertamento do aluno, de sua motivação, de seu interesse em aprender. Se você, professor, deseja que os adolescentes a quem você ensina, manifestem em suas vidas o fruto do Espírito Santo (Gl 5.22,23) seja o exemplo. Se quiser que seus alunos se voltem para a Bíblia, você deve estar sempre compenetrado na Palavra. O ensino relevante é aquele que alcança os alunos, objeto de sua contemplação, inspirando-os a adquirirem conhecimento bíblico sim, porém, além disso, produzindo, também, modificações em suas vidas. Para o alcance dessa meta aquele que ensina precisa dessa visão. 2) RECOMENDAÇÕES AO QUE ENSINA a. O lema de todo professor (2 Tm 2.15); b. Formando um reservatório; c. Estudante aplicado (Rm 12.7); d. O poder do Espírito Santo (At 1.8); II - O CONHECIMENTO DO ADOLESCENTE A eficácia do trabalho do professor depende dele começar por onde o aluno se encontra ou considerando quem o aluno é. A adolescência é uma fase da vida que se apresenta como um grande desafio aos professores, principalmente aos professores cristãos. A palavra adolescente que significa "crescimento" (do latim "adolescere", crescer) mostra aos professores que seu "alvo" está em constante movimento e que, por isso, necessita de uma excelente "pontaria" para que o atinja. Isto exige treinamento, uma boa visão, muito amor pelo trabalho e reforço especial de poder do Espírito Santo. O ser humano tem gostos e inclinações diferenciados, conforme sua faixa de idade. O professor deve considerar estas diferenças ao determinar o quê e como ensinar. A adolescência precisa ser compreendida para que as aulas sejam orientadas de acordo com suas peculiaridades. Tendo o ensino cristão como essência a modificação do viver, o conhecimento da categoria dos alunos a quem se ensina, bem como a situação atual de suas vidas é essencial para que se obtenha sucesso nessa modificação para melhor. O professor de juvenis precisa, então, conhecer quem são os seus alunos adolescentes. 1) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS a. Época de amadurecimento; b. Término de fase desajeitada; c. Grande atividade X muito sono; d. Como o professor deve agir. 2) CARACTERÍSTICAS MENTAIS a. Raciocínio inquiridor; b. Senso de independência; c. Questionamento das idéias dos adultos; d. Como o professor deve agir. 3) CARACTERÍSTICAS SOCIAIS a. Impulsos de independência; b. Atrações pelo sexo oposto; c. Problemas com namoro; d. Insubordinação; e. Formação dos grupos congênitos; f. Forte desejo de aprovação social; g. Como o professor deve agir. 4) CARACTERÍSTICAS EMOCIONAIS a. Surgimento do romantismo; b. Fase de muito devaneio; c. Instabilidade emocional; d. Busca de afirmação; e. Como o professor deve agir. 5) CARACTERÍSTICAS ESPIRITUAIS a. Dúvidas e questionamentos intensos; b. Busca da compreensão racional dos fatos; c. A cosmovisão é ampliada; d. Vencido o conflito, grande capacidade de intensa vida cristã; e. Como o professor deve agir. 6) SUAS NECESSIDADES a. De conhecimento; b. De novas experiências; c. De comunicação e amizade; d. De maior segurança; e. De comunicação pessoal; f. De orientação inteligente; g. De uma pessoa modelo. III - O CONHECIMENTO DE PRINCÍPIOS DIDÁTICOS
A importância do conhecimento da didática pelo
professor da Escola Bíblica Dominical deve ser
ressaltada pelo fato de muitos deles não possuírem
formação pedagógica. Detém o conhecimento bíblico
tão necessário, mas mostram ineficácia na
multiplicação desses conhecimentos aos seus alunos. 1) PRINCIPAIS ELEMENTOS DA DIDÁTICA a. O professor e o aluno; b. Os objetivos e os conteúdos; c. Os métodos e os recursos; d. A avaliação. 2) COISAS QUE O PROFESSOR JUVENIL EFICIENTE FAZ a. Estuda a lição; b. Planeja a aula; c. Ensina com objetivos; d. Explora métodos diversificados; e. Explora recursos didáticos; f. Busca conhecer técnicas de trabalhos em grupo. 3) AS SETE LEIS DO ENSINO APLICADAS AOS JUVENIS a. A lei do professor; b. A lei do aluno; c. A lei da linguagem; d. A lei da lição; e. A lei do processo de ensino; f. A lei do processo da aprendizagem; g. A lei da recapitulação; 4) QUEM O PROFESSOR DE ADOLESCENTES DEVE SER a. Um apreciador do adolescente; b. Um grande interessado na vida do adolescente; c. Um exemplo para o adolescente; d. Uma pessoa preparada para ensinar; e. Uma pessoa consagrada; f. Um entusiasmado evangelista; g. Um verdadeiro discipulador; h. Um contribuinte estimulador. 5) OS OBJETIVOS DA LIÇÃO O ensino começa com o conteúdo, mas requer do professor o estabelecimento de objetivos. Ele deve determinar o que espera alcançar com a aula que está ministrando, o que espera que seus alunos aprendam e o que eles saberão, sentirão e farão com o quê lhes for ensinado. a) PORQUE TRABALHAR COM OBJETIVOS Þ Motivam o aluno a aprender; Þ Esclarecem os desempenhos esperados; Þ Orientam a seleção e organização dos conteúdos; Þ Orientam a seleção e a organização dos conteúdos; Þ Orientam a seleção e organização dos métodos e recursos. Ajudam a avaliação do professor e aluno. b) CLASSIFICAÇÃO DOS OBJETIVOS Þ De conhecimento; Þ De sentimento; Þ De ação. c) COMO DETERMINAR OS OBJETIVOS DA LIÇÃO Þ Estudando minuciosamente o texto da lição; Þ Verificando as necessidades de seus alunos. 6) MÉTODOS DE ENSINO Método é o caminho pelo qual se atinge um objetivo. O de preleção sozinho é o pior método não só para os adolescentes. Para eles qualquer método sozinho, e sempre é o pior. São muitos os métodos, mas nenhum deles é, em si mesmo, eficiente ou deficiente. a) Sua Utilização e eficácia depende: · Dos propósitos do professor; · Da habilidade do professor; · Da habilidade dos alunos; · Do tamanho do grupo; · Do tempo disponível; · Dos equipamentos necessários; · Da instalação da classe. b) Exemplos de métodos para a classe de adolescentes: · Equipes de observadores; · Perguntas e respostas; · Discussão em grupo; · Dramatização; · Debate orientado; · Audiovisual; · Narração dosada; · Preleção dosada; · Tarefas ou pesquisas. c) Outros Métodos para reuniões extraclasse: · Explosão de idéias; · Equipe de observadores; · Simpósio; · Estudo de um caso; · Discussão formal. d) O Exemplo de Jesus: · Perguntas e respostas (Mt 22.42-45); · Preleção com ilustrações (Mt 5.13-15); · Discussão (Lc 24.15,27, 32); · Audiovisual (Mt 6.22,28; Jô 15.5); · Narração (Mt 17.24-27). 7) OS RECURSOS AUDIOVISUAIS São meios acessórios de ensino que envolvem, por sua natureza envolvem maior número de sentidos, com isso ampliando o grau da aprendizagem. Como os métodos, não são, em si mesmos, nem eficazes nem ineficazes. Dependem do propósito e habilidades do professor, do tempo disponível, dos equipamentos, do custo, etc. a) ALGUMAS VANTAGENS DE SUA UTILIZAÇÃO · Atrai a atenção; · Domina a atenção; · Aumenta a retenção; · Torna a aprendizagem mais rápida; · Prepara o ambiente; · Motiva o aluno; · Incentiva à criatividade. b) ALGUNS TIPOS DE RECURSOS AUDIOVISUAIS · Cartazes de pregas, de tiras, de dobras, etc; · Quadro de giz; · Quadro branco; · Retroprojetor ; · Filmes com os acessórios necessários; · Toca-fitas, CDs, etc; · Projetor multimídia; · Mapas; · Projetor de "slide"; c) CUIDADOS A OBSERVAR · Não transformá-los em "estrelas"; · São "meios" e não "um fim"; · A lição espiritual tem primazia. 8) O PLANO DE AULA É uma espécie de roteiro com a finalidade de orientar o professor na classe rumo aos objetivos educacionais. Mesmo que o professor já conheça a lição deve lembrar-se que a aula é outra e que as necessidades dos alunos são diferentes. a) COMPONENTES DE UM PLANO DE AULA · Identificação da Igreja; · Identificação da classe e do professor; · Tema do trimestre; · Objetivos; · Conteúdo; · Desenvolvimento Metodológico; · Recursos; · Avaliação. b) RECOMENDAÇÕES AO PROFESSOR · Procure espaço privativo; · Ministre em locais diferentes; · Crie oportunidades práticas; · Faça combinação dos métodos; · Utilize ilustrações; · Pratique dinâmicas de grupo; · Delegue responsabilidades; · Programe consagração; · Desenvolva a sociabilidades; · Verifique a lição dos alunos; · Relacione a lição à vida; · Desperte interesse pela próxima lição; · Examine criticamente seu plano. 9) A AVALIAÇÃO É o meio pelo qual o professor determina a eficácia do seu trabalho no processo de ensino e aprendizagem. A avaliação deve ser sempre dupla: a do próprio professor e a do aluno. a) AVALIANDO O PROGRESSO DO ALUNO
Þ
Relacionamentos;
Þ
Participação;
Þ
Comportamento. Þ Inovação da aula; Þ Revisão semanal; Þ Registro de análise; Þ Ajuda do aluno.
CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO A adolescência é uma fase muito importante na vida de uma pessoa. É um período que não pode ser considerado uma mera transição entre a infância e a fase adulta. É uma etapa onde ocorrem as mais diversas transformações a nível físico, intelectual, emocional e social. A adolescência é um processo dinâmico de metamorfose que transforma o ser criança em um ser adulto. I. DEFINIÇÃO DE ADOLESCÊNCIA A adolescência é um período da vida que se estende entre a fase da infância e a fase adulta. Ela é um processo dinâmico e não um estado. É um estágio onde acontece um período radical de transição que deve ser vivido com naturalidade e intensidade pelo adolescente e um tempo especial onde os adultos precisam compreendê-lo em suas inquietações.
A adolescência é considerada um
fenômeno de caráter psicológico e social com
diferentes particularidades que variam de acordo com
o contexto no qual o adolescente está inserido. II. ETAPAS DA ADOLESCÊNCIA 1) A adolescência inicial Esta fase da adolescência tem o seu início em torno dos 10 anos estendendo-se até os 14 anos, aproximadamente. A principal caracterização deste período é a transformação corporal com as devidas alterações psíquicas. Normalmente, nas meninas o amadurecimento ocorre mais cedo do que nos meninos. Esta fase é também denominada de adolescência puberal, por apresentar o início das mudanças da puberdade com todas as modificações físicas e psíquicas da adolescência. Nesta etapa da adolescência, uma característica é o isolamento e há uma mudança no jeito afetivo do adolescente ser: ele se torna explosivo, suscetível, mal humorado e dorme muito. Ele se fecha em seu quarto ou até no banheiro por um vasto período. O adolescente torna-se monossilábico e a desobediência passa a ser a tônica principal. Além disso, inicia a desordem, a falta de asseio (falta de limpeza) e a despreocupação de si mesmo. 2) A adolescência média A presente etapa vai dos 14 aos 16 ou 17 anos, aproximadamente. Tem como característica principal tudo que está relacionado com a sexualidade. Relevante também, nesta etapa, é o surgimento da importância do aspecto grupal. O adolescente centra seu modelo no relacionamento que ele tem com o seu grupo de colegas e amigos. 3) Adolescência final Esta fase da adolescência vai dos 16 ou 17 aos 20 anos. Nesta etapa se estabelecem os novos vínculos com os pais e acontecem a adaptação ao novo corpo aos processos psíquicos do mundo adulto. Acontece também o rompimento da psicologia grupal e o adolescente busca uma maior independência onde ele procura inserir-se na sociedade em que vive. III. CRISES NA ADOLESCÊNCIA O termo "crise" origina do grego "krisis"e significa ato ou faculdade de distinguir, escolher, decidir ou resolver. O vocábulo é usado, pois, como parte integrante e positiva no processo de desenvolvimento do adolescente. Tanto o menino como a menina que entra na adolescência inicia uma caminhada onde se dá lentamente o adeus à infância. O brinquedo, até então algo inseparável, começa a ser deixado de lado. Surge na memória um tempo que foi passando e que não voltará mais. Começa brotar um sentimento de perda que ocasiona a crise. 1) Crise de identidade
A identidade é a consciência que a pessoa tem de si
mesma como alguém que integra o mundo real
existente. A crise de identidade é tida como ponto central na adolescência. A palavra crise é utilizada por haver uma mudança em ebulição, um processo de ruptura, de caos, que vai determinar a organização ou estruturação do indivíduo. A identidade, na adolescência, se processa por uma série de identificações: num primeiro estágio, há uma forte identificação com a mãe, depois com o pai e com os outros membros da família e por último, há uma identificação com os professores, ídolos, e amigos. 2) Crise de autoridade A crise de autoridade, na adolescência, é algo bastante forte e se caracteriza pelo confronto. Há uma atitude de rebeldia e muitas vezes até de desrespeito para com o adulto, especialmente para com os pais e outras pessoas que têm autoridade ou exercem determinada função. A oposição visa, primeiramente e, sobretudo o meio familiar: o adolescente, para provar a si mesmo a sua independência, defende sempre posições contrárias às de seus pais e outros adultos. Ele também não aceita ser orientado na escolha dos amigos, das leituras, diversões e posições. O adolescente é um eterno reivindicador. 3) Crise sexual A crise sexual é considerada a crise mais complexa da adolescência. Há, nesta fase, uma reelaboração total do mundo sexual que transforma a estrutura infantil em uma estrutura adulta. Em meio a esta fase de transição, o adolescente se desenvolve lentamente, o que acontece em diversas etapas. Há inicialmente a maturidade das gônadas (células que produzem gametas) e a mudança genital. A crise sexual se instala a partir das transformações do corpo, o que exige uma adaptação à nova realidade. De um momento para outro o corpo do menino e da menina começa a se transformar em um corpo de homem ou mulher. Tudo isto os torna impacientes e descontentes, pois a imagem que o adolescente tem de si mesmo não corresponde ao seu ideal estético. O crescimento desordenado causa desconforto. Braços, pernas, pés e mãos tornam-se grandes e compridos. Emagrecem e espicham, ultrapassando, muitas vezes, os pais. O nariz parece ao adolescente pouco estético. Surgem as espinhas, e o suor passa a exalar um forte cheiro. A voz se modifica e é motivo para brincadeiras maldosas que irritam o adolescente. Toda esta insatisfação leva os adolescentes a crises de desespero, que são ainda mais forte porque, nesta época, o adolescente tem necessidade de agradar ao sexo oposto. O adolescente precisa aceitar o seu novo corpo e viver em paz com ele para alcançar um bom nível de relações com os outros. IV. DIFICULDADES NO CONVÍVIO COM ADOLESCENTES Vimos até aqui a complexidade pela qual passa o adolescente em seu estado de metamorfose. A seguir, listaremos alguns aspectos que, se não observados, irão dificultar nossas relações para com eles neste período de total transformação pelo qual passam. 1) Não compreendê-los Ser compreensivo significa entender e captar os sentimentos do adolescente; é confiar em sua capacidade para ir adiante, é respeitar sua liberdade, respeitar sua intimidade, não julgá-lo, aceitá-lo como ele é, aceitá-lo tal como ele quer chegar a ser; é ver o outro como sujeito. O adolescente precisa ser compreendido e aceito em sua maneira de ser e agir. Ele necessita de um ambiente acolhedor que o proteja e lhe mostre o caminho a ser seguido. O adulto é para o adolescente um refúgio necessário, mas ao mesmo tempo, alvo de agressão e destruição. É uma tarefa árdua, mas bela e gratificante, ser este adulto racional e maduro para um adolescente que está à procura de parâmetros que sirvam de modelo para sua afirmação como pessoa. 2) Falta de empatia No relacionamento humano é fundamental que se busque a compreensão do que a pessoa está dizendo e sentindo. É o que se chama de empatia. É sentir o que o outro sente; é ouvir a sua história como se fosse a minha. É a capacidade de dar-se conta das emoções e das mudanças internas da pessoa com a qual nos relacionamos. É colocar-se no lugar da pessoa. Ao nos comunicarmos com o adolescente ou mesmo com outra pessoa qualquer, é certo que receberemos aquilo que estamos a lhe oferecer. Se nosso sentimento for de indiferença e apatia, é natural recebermos algo semelhante em troca. A empatia requer a aceitação incondicional do outro: isso quer dizer que o aceito como ele é procurando aceitar todos os aspectos de sua pessoa: seus gestos, sua forma de falar, sua maneira de enfocar a vida, sua inteligência, seu corpo e seus atos. Isso faz com que eu não procure manipulá-lo, mudá-lo e favorece o outro a se expressar livremente e com confiança. 3) Não sendo uma presença real O adolescente percebe quando somos uma presença irreal, apenas de corpo ou se estamos totalmente com ele, sendo uma presença de corpo, "alma" e mente. O doar-se fará bem ao adolescente, mas talvez o grande beneficiado seja o adulto que irá desfrutar do convívio o que de melhor pode existir: a sinceridade e o amor à vida. 4) Não entendendo seus sentimentos Assim como o adulto, o adolescente tem o direito de vivenciar e expressar o seu sentimento em relação ao mundo e às pessoas. É importante que o respeitemos, assim como ele é e assim como se expressa. O adolescente tem o direito de pensar, sentir e agir conforme seu coração, desde que isto não violente as formas de convivência. 5) Querer convencer o adolescente a partir de nossos pressupostos Em nosso relacionamento com o adolescente, é fundamental que ele perceba que nos encontramos abertos para ouvi-lo e não para lhe impor nossas verdades. Estamos juntos para que haja uma troca de experiências e conhecimentos que enriquecerão nossas relações. Em uma relação nada pode ser imposto. Pode haver um compartilhar de idéias que permitirão uma troca mútua. O adolescente perceberá que os seus pressupostos têm valor, e não apenas os do adulto. 6) Não sendo coerente A coerência é imprescindível em toda e qualquer relação. Ser coerente é ter a coragem de ser o que se é, sem disfarces. O adolescente é especialista em perceber se somos coerentes com aquilo que falamos e fazemos. O não ser coerente nos tira a credibilidade para termos uma relação próxima com o adolescente. 7) Não escutando o adolescente Escutar é diferente de ouvir. Nós ouvimos sons, ruídos ou palavras. Nós os ouvimos ainda sem querer quando alguém ou algo os emite. O escutar supõe uma disposição: é preciso querer escutar. Nós ouvimos sem querer; no entanto, para escutar é preciso querer fazê-lo. O adolescente, no contato conosco, deve perceber que nós o estamos ouvindo de corpo inteiro e isto implica: a) Atender: Atender é estar ligado, atento, conectado. É receber a informação e nos certificar que estamos recebendo exatamente aquilo que o adolescente nos quer transmitir. É perceber também o sentido oculto das palavras, gestos e ações. b) Compreender: É o momento da interpretação do significado da mensagem expressa pelo adolescente. Nem sempre uma determinada palavra tem o mesmo significado para todas as pessoas. Deve ficar claro o que isto significa na linguagem usada pelo adolescente. A compreensão correta se dá se nos colocarmos no seu lugar. c) Avaliar: É quando refletimos sobre o que nos foi informado e a partir da avaliação vamos definir nossa reação frente a uma determinada situação. Devemos avaliar, não a partir dos nossos preconceitos, mas a partir do adolescente. Isto não significa concordar sempre com ele, mas respeitar sua opinião, dando a nossa, colocando argumentos prós e contra. V. O PROCESSO DE ENSINO · Lei do efeito: Importância do conteúdo aprendido; · Lei do exercício: Reforço, atividade adaptado ao conteúdo; · Lei das atitudes: Provocar reação e posicionamento no aluno; · Lei da atividade seletiva: Retenção do significativo; · Lei da analogia: Comparação com outras situações e experiências.
VI. O PROCESSO DA APRENDIZAGEM · Gerais; · Específicos. 2. Plano de Ensino · Conhecendo a realidade; · Elaborando o plano; · Executando o plano; · Avaliando e aperfeiçoando o plano.
VII. COMO DEVE SER O PROFESSOR 2. Requisitos básicos para ser professor · Preparo Intelectual; · Preparo Emocional; · Preparo Espiritual; · Preparo Interpessoal.
INTRODUÇÃOO que significa potencializar e dinamizar o ensino? A natureza do ensino não é dinâmica em si mesmo? Haveria algo a fazer que o tornasse mais interessante? Tornar o ensino potente e dinâmico significa atribuir-lhe força para produzir ou transformar alguma coisa. No âmbito da educação significa modificar o comportamento na maneira de pensar, sentir e agir. O ensino deve ser atuante, vibrante e instigador. Ensinar não significa simplesmente transmitir conhecimentos, como se a mente do aluno fosse um insignificante receptáculo do conhecimento alheio, ou uma folha em branco, na qual o professor poderia gravar o que desejasse. Muitos professores acham que é dever comunicar o máximo do que eles sabem aos alunos, na forma melhor estruturada possível, mesmo sem medir ou avaliar o resultado, em termos de quantidade e qualidade de conteúdo assimilado. Ensinar entretanto, não é somente transmitir, não é somente transferir conhecimentos de uma cabeça a outra, não é somente comunicar. Ensinar é fazer pensar; é ajudar o aluno a criar novos hábitos de pensamento e de ação. Isto não significa que a exposição da aula não deva ter estrutura alguma, ou que seja melhor o professor ser um mau comunicador. Significa, sim, que a estrutura da exposição deve conduzir ao raciocínio e não a absorção passiva de idéias e informações do professor. O ensino pode ser potencializado, direcionado e adaptado a qualquer faixa-etária. Porém, sua adequação baseia-se sempre no conhecimento das particularidades de cada fase da vida humana. I. Quem é o adulto? Quais são suas necessidades, interesses e expectativas? Estas e tantas outras interrogações sobre as peculiaridades dos adultos devem ser respondidas e refletidas por todos quantos se engajam no magistério específico para a denominada "idade vigorosa". Segundo o dicionarista Aurélio, o termo "adulto" diz respeito ao "indivíduo que atingiu o completo desenvolvimento e chegou à idade vigorosa; que atingiu a maioridade." No âmbito psicológico diz-se do "indivíduo que atingiu plena maturidade, expressa em termos de adequada integração social e adequado controle das funções intelectuais e emocionais." Além dos aspectos físicos e psicológicos, podemos também observá-lo pelo prisma social e espiritual. A maioria dos adultos está estabilizada na área financeira, familiar e social. Buscam coisas concretas e reais. Suas expectativas estão fundamentadas em aspectos reais da vida. Época da mais completa manifestação da vida; tempo de grande produtividade, período em que se manifesta a maior capacidade de discernimento; sérias responsabilidades, amizades estáveis, grande ambição e força de vontade. Também de comodismo espiritual, no sentido de imaginar que já sabem tudo que diz respeito as coisas espirituais. Como atingi-los com o ensino bíblico? Como motivá-los ao estudo da Palavra? Como reverter o quadro de estagnação e rotina? Para melhorarmos a qualidade do ensino ajustado aos adultos, precisamos conhecer suas necessidades, preferências, expectativas e, principalmente, de que modo se disponibilizam à aprendizagem. Vejamos: II. O adulto precisa envolver-se totalmente no processo ensino-aprendizagem: Qualquer tempo gasto sem que o aluno esteja profundamente envolvido na lição é tempo perdido. O que se pensa, geralmente, é que somente as classes infantis e de adolescentes necessitam de elementos incentivadores para captar e cativar a atenção dos alunos para o estudo. Esse pensamento não traduz a verdade no âmbito da prática docente (de ensinar). Muitos recursos educativos normalmente aplicados à infância e à adolescência, podem ser potencializados e redimensionados para o ensino de adultos. Temos que fazer o aluno envolver-se na lição. Torná-los cooperadores engajados na aprendizagem. A participação ativa dos alunos constitui fator essencial à aquisição e principalmente a retenção do conteúdo da lição. O professor deve "abrir espaço" para seus alunos contarem suas próprias experiências relacionadas aos aspectos essenciais da lição. Todo ensino tem de ser ativo, e toda aprendizagem não pode deixar de ser ativa, pois ela somente se efetiva pelo esforço pessoal do aprendiz, visto que ninguém pode aprender por alguém. O professor deve solicitar, quer no início, durante a duração de qualquer aula, a opinião, a colaboração, a iniciativa, o trabalho do próprio aluno. III. O adulto também requer métodos flexíveis e variados: Não devemos tornar nossos métodos tão rígidos a ponto de não admitirmos meios de comunicação mais práticos e flexíveis. Por exemplo, o método de preleção ou exposição oral, embora muito criticado, é o preferido, principalmente pelos professores de adultos. Neste método, o professor fala o tempo todo e as vezes responde algumas poucas perguntas. Dentre as desvantagens do uso exclusivo deste método, destacam-se duas: primeira, a preleção "centraliza o ensino na figura do professor, exigindo pouco ou nenhum preparo da lição por parte dos alunos". Segunda, este método, "não permite que o professor dê atenção especial a todos os alunos, obrigando-o, em alguns casos, a nivelar a aula, por mera suposição." Precisamos diversificar nossos métodos e adequá-los eficientemente às novas circunstâncias. Ou seja, mudar a maneira de comunicar uma verdade sem alterá-la. Um dos maiores problemas do ensino nas Escolas Dominicais, atualmente, independente de faixa-etária, é a inadequação dos métodos de ensino. Os métodos (quando são usados) são escolhidos sem objetivar o aluno e a transformação de sua vida. O professor deve ser criterioso ao escolher o método que irá usar em sua classe. Cada situação especifica requer um método apropriado. Devem ser avaliadas todas as vantagens e desvantagens antes de aplicá-lo. O professor deve adotar outros métodos e técnicas de ensino atuais tais como: debates, discussão em grupo, perguntas e respostas, dramatizações e tantas outros dinamizadores do ensino. IV. O adulto também precisa de novidades: O professor deve cultivar sempre o senso de "novidade". Deve criar um ambiente de constante expectativa do "novo", do atraente, da curiosidade. O adulto quer livrar-se do tédio e da monotonia. Ele deseja entrar em atividade e demonstrar que é habilidoso e criativo. O conteúdo da revista (informações e aplicações) por mais enriquecedor e profundo que seja, não é suficiente, até mesmo em função do pouco espaço para desenvolvê-lo. Os alunos sempre esperam que o professor transmita à classe informações complementares. O professor que simplesmente reproduz, enfadonha e rotineiramente o conteúdo da revista, sem empreender o esforço da pesquisa, está irremediavelmente predestinado ao fracasso.
Muitos professores por não dominarem
o conteúdo, chegam até ser intransigentes, acolhendo
com olhar de desagrado a mínima participação da
classe, ou interrupção de sua preleção. Temem, na
verdade, que o aluno faça perguntas que não estejam
presas direta ou indiretamente às suas idéias
pré-concebidas ou estruturas mentais arrumadas. Isto
evidencia, sem sombra de dúvidas, total despreparo e
descuidado com o ministério de ensino. "O professor
deve conhecer muito bem o assunto que está
ensinando. Um fraco domínio do conteúdo resulta num
ensino deficiente. V. O adulto rejeita a improvisação: Outra questão relevante no ensino para adultos é a famigerada comodidade, que gera a improvisação. É de se admirar o que ouvimos por aí nos "bastidores" da Educação Cristã: "Planejar aula para adultos? Que nada! É só ler a revista e reproduzir o comentário com outras palavras."
O planejamento é imprescindível em
qualquer atividade humana. Que dirá num
empreendimento educacional! Pelo planejamento, o
homem evita ser vencido pelas circunstâncias, e
aprende a aproveitar as novas oportunidades. Um bom
plano de aula promove a eficiência do ensino,
economiza tempo e energia, contribui para a
realização dos objetivos visados e, acima de tudo,
evita a corroedora rotina e a improvisação. Todo o
planejamento se concretiza em um programa de ação,
que constitui um roteiro seguro que conduz
progressivamente os alunos aos resultados desejados. VI. O adulto precisa ser incentivado: Antes de iniciar a lição, o professor deve propiciar a seus alunos boas razões para continuarem assistindo suas aulas. Contar antes uma história interessante, uma ilustração curiosa, uma notícia de última hora ou uma experiência vivenciada por ele mesmo, constituem excelentes formas de incentivar o aluno. Ao escolher o elemento incentivador, o professor deve sempre levar em conta os interesses reais de seus alunos. Quais são as coisas que mais lhes interessam? Sobre que gostam de falar? Às vezes é bom usar algum acontecimento do momento como ilustração, e assim relacionar a lição com eventos e atividades que estejam interessando os alunos na ocasião. Qualquer que seja essa incentivação, ela deve conduzir o pensamento, de maneira lógica e fácil, para a lição propriamente dita, relacionando o assunto à aspectos reais da vida. O relato de um acontecimento; a leitura de um texto paralelo da Bíblia; citações de outros comentaristas; apresentação de uma gravura, objeto etc. Estes são alguns dos variados recursos de que o professor de adultos pode dispor para vivificar o ensino e a aprendizagem, mediante sua aproximação com a realidade e com a atualidade. Na verdade, o professor não motiva, ele pode apenas incentivar, embora a incentivação só seja eficiente se repercutir no aluno a ponto de criar ou dinamizar motivos; ele apenas pode incentivar a aprendizagem, isto é, fornecer estímulos que despertam, no aluno, um ou vários motivos. Em outras palavras, o aluno pode ficar motivado para o estudo a partir de incentivos do professor. Exemplo: O professor leva para a sala de aula recortes de revistas e jornais com notícias atuais com o objetivo de ilustrar ou elucidar um fato histórico da Bíblia. VII. O adulto precisa ser compreendido, respeitado e valorizado: O professor deve ouvir e dialogar com seus alunos, levantando as suas necessidades, procurando atendê-las dentro do possível, dedicando-lhes tempo fora da classe da Escola Dominical. Há professores que se colocam num pedestal julgando-se "donos do saber". Tais professores esquecem que seus alunos, independente da "escolarização", possuem experiências de vida dignas de serem compartilhadas. O conhecimento que possuem, embora, às vezes assistemático, constitui matéria indispensável para o enriquecimento do conteúdo da aula. O professor jamais pode subestimar seus alunos. Deve tratá-los com respeito, valorizando sempre suas participações e compartilhamento de idéias. Todo o professor deve conhecer e praticar o princípio do respeito e igualdade. Quando o aluno percebe que seu professor o respeita, sente-se aceito e desenvolve um relacionamento de respeito e admiração com aquele professor. Vendo-se no mesmo nível de igualdade que ele, o aluno expressa-se com mais facilidade, fica à vontade para expor suas dúvidas, fazer perguntas e conversar sobre suas idéias. Sente-se valorizado. Ele acredita que o professor não irá censurá-lo ou constrangê-lo com julgamentos sobre sua capacidade intelectual, mas irá ajudá-lo a se expressar melhor. VIII. O adulto precisa sentir que faz parte de um grupo:
Dentre as muitas funções do professor, destaca-se a
de "socializador". Inclusive, a própria educação e o
ensino são fenômenos de interação psicológica e
comunicação social. O professor de temperamento
egocêntrico, fechado, incapaz de manter contatos
sociais com certo entusiasmo, não está preparado
para as funções do magistério cristão; estas, além
do "amor paedagogicus" e genuína espiritualidade,
exigem comunicabilidade, interesse e dedicação à
pessoa dos educandos e aos seus problemas.
Às vezes, imaginamos
tendenciosamente, que os alunos da classe de adultos
só precisam do conhecimento bíblico para o pronto
ingresso na obra do Mestre. Não devemos nos esquecer
de suas carências sociais e afetivas, dificuldades
de relacionamento e a necessidade de cultivar
amizades sinceras. Observando as palavras de Paulo em Efésios 4.3 "Até que todos cheguemos..." verificamos que o meio-ambiente propício ao crescimento espiritual é encontrado no contexto da comunhão cristã. IX. Lecionar para adultos pode ser um interessante desafio! Depende do professor. Ao contrário do que se pensa, lecionar para adultos pode ser um grande desafio. Basta ser criativo, dinâmico e empreendedor. Um bom professor nunca fica satisfeito com seu trabalho. Procura sempre melhorar seu desempenho. Vive na busca constante do novo, de como criar novas expectativas em seus alunos. O ensino dinâmico é aquele que provoca nos alunos uma sensação de intensa vontade de aprender. Os adultos precisam saber que são produtivos e podem compartilhar suas idéias e experiências. Essas experiências, consideradas conteúdo dinâmico, podem até influenciar positivamente no amadurecimento de outras pessoas. Isto porque, geralmente, o adulto aprende, quando suas necessidades são satisfeitas ou quando o objeto de estudo tem significado pessoal para ele. Caso contrário, se vier a freqüentar as aulas, será, simplesmente para cumprir um protocolo eclesiástico. Ou, quem sabe, arranjar uma boa ocupação para as manhãs de domingo. Você sente a
chamada de Deus para essa obra? Reconhece a
importância de sua tarefa? Esforça-se para seguir o
exemplo de Jesus, o Mestre dos mestres?
INTRODUÇÃOPara sermos bem-sucedidos como superintendentes, jamais devemos nos esquecer desta proposição: o superintendente da Escola Dominical é, antes de mais nada, um professor. Se soubermos motivar o corpo docente, haveremos de ter uma escola moderna e que prime pela qualidade total no Ensino da Palavra de Deus. Aperfeiçoemos, pois, nosso relacionamento com os professores. I. O QUE É O PROFESSOR a) Etimologia (origem duma palavra):
O significado etimológico do vocábulo
professor é bastante curioso. Trazido da palavra
latina professore, denota aquele que professa ou
ensina uma ciência, uma arte, uma técnica, uma
disciplina. Professor é a pessoa perita, ou adestrada, para, não somente transmitir conhecimentos, mas principalmente formar o caráter de seus alunos. c) Conceito pedagógico: Sempre admirável em suas proposições: Professor é quem conscientemente, e com um propósito determinado, influi sobre a educação de uma comunidade. Educadores e professores são, pois, o sacerdote, o filósofo, o estadista, o magistrado, os pais, os grandes escritores e, em geral, toda pessoa que se propõe estimular, guiar e dirigir o pensamento, a conduta ou a vida dos seus semelhantes. d) O professor como intermediário: Devem os professores atuar como os reais intermediários entre os especialistas e os alunos. Esta função do mestre foi muito bem entendida pelo admirável escritor Monteiro Lobato: A função do mestre profissional fez-se cara. Tinha de ser o intermediário entre o especialista e o povo, tinha de aprender a linguagem do especialista, como este aprendia a linguagem da natureza, e desse modo romper as barreiras erguidas entre o conhecimento e a necessidade de aprender, descobrindo meios de expressar as novas verdades em termos velhos que toda gente entendesse. Isso porque se o conhecimento se desenvolve demais, a ponto de perder o contato como homem comum, degenera em escolástica e na imposição do magistério; o gênero humano encaminhar-se-ia para uma nova era de fé, adoração e distanciamento respeitoso dos novos sacerdotes; e a civilização, que desejava erguer-se sobre uma larga disseminação da cultura, ficaria, precariamente, baseada sobre uma erudição (instrução vasta e variada) técnica, monopólio duma classe fechada e monasticamente separada do mundo pelo orgulho aristocrático da terminologia. e) A importância do professor da Escola Dominical: É justamente com esse elemento tão importante da educação que os superintendentes estamos lidando. Não podemos ignorá-lo, nem subestimar-lhe o valor. De nosso relacionamento com ele, dependerá todo o nosso êxito como responsáveis pelo mais importante departamento da igreja. Além disso, são os professores os intermediários entre os doutores e o povo. Na antigüidade, professor era aquele que, publicamente, professava a sua fé. Que os professores e superintendentes de Escola Dominical jamais nos esqueçamos desse dever de nosso ministério! Professemos sempre a fé no Cordeiro de Deus.
II. OS PROFESSORES COMO
INTERMEDIÁRIOS E INTÉRPRETES DE NOSSOS CURRÍCULOS
Estejamos atentos aos professores
que, rejeitando arriscadamente as lições que lhes
prescreve a Igreja local em harmonia com a
orientação dos órgãos convencionais competentes,
põem-se a escrever lições por conta própria,
cometendo não raro erros doutrinários e aberrações
teológicas. O professor não é somente aquele que educa por profissão. É aquele que, por vocação, ensina. Ora, se assim deve agir o professor secular, o que não diremos acerca do professor que tem como missão ensinar a Palavra de Deus? Vejamos, a seguir, os requisitos exigidos daquele que se propõe a ensinar: 1) Vocação É o ato de chamar. É a inclinação, a disposição e a pendência para alguma coisa. Paulo comparou o ensino a uma chamada divina: De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7). A vocação ao ensino da Palavra de Deus, por conseguinte, é algo sagrado. 2) Amor ao ensino Não basta ser vocacionado ao ensino; é necessário que se tenha pelo ensino um sacrificado amor. Os que, no magistério, vêem apenas uma fonte de renda, sentir-se-ão continuamente frustrados. Antes de mais nada, consideremos: o ensino, como todo o sacerdócio, não foi instituído para enriquecer quem o pratica, e, sim, aqueles a quem ele se destina. 3) Dedicação ao ensino
Os chineses têm um ditado: Cem livros
não valem um bom professor. Basta um instante de
reflexão para se concluir: cem livros não valem um
professor desde que este seja dedicado ao ensino.
Superintendente, tem você ajudado seus professores a
se dedicarem ao ensino? Incentive-os; é a sua
missão. Como carecemos de pessoas moralmente sadias! Se não tivermos mestres que sejam doutores na conduta, jamais poderemos alistar cristãos que sejam graduados no agir, adestrados no pensar e aptos a servir a Deus. Dentro e fora da escola, o mestre deve ser um padrão ou modelo de correção e de boa conduta porque a virtude se irradia sobre os demais como um exemplo vivificador. Enobrece o espírito e concede ao homem um traço de incontestável respeitabilidade. Requer, pois, o educador sólidos princípios morais e religiosos, severamente observados. Como só se pode transmitir o que se possui, o mestre, ensinando a moral, tem de vivê-la com sóbrio orgulho e inculcá-la com paternal solicitude. 5) Vida espiritual Precisamos de professores que se dediquem amorosa e sacrificialmente ao Senhor Jesus. Não basta ter vocação ao ensino; é imprescindível o devotado amor ao Divino Mestre. Como podemos ensinar o amor a Cristo, se desconhecemos o sentido do amor divino? Leciona o pastor Antonio Gilberto:O professor espiritual e preparado completa o trabalho do evangelista ou pregador. O ensino da Palavra deve ser em toda igreja uma seqüência da pregação. 6) Preparo físico Tendo em vista as dificuldades inseparáveis ao ensino, é fundamental que o professor esteja preparado fisicamente. Terá ele, afinal, de ministrar aulas que, em média, duram de quarenta minutos a uma hora. Recomenda-se, pois, ao professor que cuide bem de sua saúde, alimente-se na hora certa e não sacrifique as horas de sono.
Tem os seus professores esses
requisitos? Se os têm, é necessário que os
desenvolvam plenamente. Como em toda a escola, cabe ao superintendente levar o corpo docente (os Professores) a cumprir fielmente as suas obrigações. Doutra forma, o grande projeto, que é a Escola Dominical, jamais alcançará seus objetivos. 1) Preparo da lição
Que cada professor gaste pelo menos
uma hora por dia no preparo de sua lição. Aqueles
que só lêem a lição no domingo, minutos antes de ir
à Escola Dominical, estão predestinados ao fracasso.
Incentivemos o professor a chegar à
Escola Dominical com, pelo menos, trinta minutos de
antecedência. Ele poderá, assim, verificar se a sua
sala está devidamente preparada. Além disso, poderá
dispor de alguns minutos para orar a fim de que Deus
o abençoe na ministração da matéria.
O professor não deve permitir que os
faltosos fiquem sem a devida assistência espiritual.
Visitando-os em suas lutas e provações, os mestres
muito nos ajudarão a viver um grande avivamento
espiritual. Leve seus professores a intercederem por suas respectivas classes e pela Escola Dominical como um todo. Sem oração, não pode haver progresso. Aconselho que toda a semana o superintendente se reúna com os professores e a diretoria da Escola Dominical a fim de interceder por esta junto a Deus. Aí está a chave da vitória. 5) Freqüentar a reunião dos professores Leve seus professores a freqüentarem regularmente a reunião dos professores. É a oportunidade de que você dispõe para incutir nos mestres o espírito de corpo (unidade espiritual) de que deve haver em cada Escola Dominical. Além disso, precisarão observar as orientações didáticas e pedagógicas concernentes às lições a serem ministradas. Ajude os professores a cumprirem os seus deveres. Fale com aqueles que estejam enfrentando dificuldades para observar as normas estabelecidas pela Escola Dominical. Seja compreensivo; todavia, jamais negocie a sua autoridade como superintendente. Seja paciente, porém, nunca perca de vista os grandes objetivos do Reino de Deus. Embora pareça difícil e até doloroso substituir um professor, às vezes é inevitável fazê-lo. Se este vier a perder o alvo do ensino cristão e não mais contemplar suas urgências, exorte-o. Se não houver mudança de atitude, não relute em proceder a substituição. Mas não deixe de orar pelo mestre que está sendo substituído; amanhã poderá voltar devidamente reciclado. V. O QUE PODERÁ FAZER O SUPERINTENDENTE EM PROL DOS PROFESSORES Exporemos aqui o que poderá fazer você pelos seus professores. 1) Ore pelos professores. Apresente-os diariamente ao Senhor Jesus. Deve você posicionar-se diante de Deus como o maior intercessor da Escola Dominical. Lembra-se de Samuel? Foi considerado pelo próprio Deus como um dos dois maiores intercessores de Israel (Jr 15.1). 2) Visite os professores.
Assim como os professores devem
visitar os alunos, deve o superintendente visitar
cada professor em particular. E se um dia o
superintendente precisar de visitas, o pastor estará
pronto a fazê-lo. Dessa forma, cada um
interessando-se pelo seu irmão, Deus estará
visitando a todos. É a lei do amor. Não se limite a substituir os mestres que, num dado momento de sua carreira, estejam enfrentando dificuldades. Procure saber o que lhes está acontecendo. Às vezes é apenas uma fase difícil. Já pensou se o Senhor Jesus fosse desfazer-se de nós cada vez que nos víssemos em crise? Certamente eu não estaria preparando esta apostila. 4) Recicle os professores. Se não tomarmos cuidado, tanto os professores como nós, os superintendentes, repetir-nos-emos. Por isso, é necessário que nos reciclemos periodicamente. Sempre que houver um curso específico, patrocine a ida de seus professores. Ou melhor: vá com eles. Mostre-lhes que você mesmo está interessado em aperfeiçoar-se. 5) Ajude os seus professores a serem grandes pesquisadores. “Vivei como se, cada dia, tivésseis de morrer; estudai como se, eternamente, tivésseis de viver”. Os professores não podem limitar-se às atividades acadêmicas. Antes destas, devemos primar por uma vida piedosa e santa, devocional e sacrificialmente amorosa.
CONCLUSÃO
INTRODUÇÃOO sucesso da Escola Bíblica Dominical depende, em grande parte, do pastor ou dirigente e da sua iniciativa. Isto quer dizer que toda E.B.D está esperando receber o apoio e a direção positiva do líder da igreja. A E.B.D., afinal, é mais que uma organização da igreja. É a própria igreja dividida em grupos para o estudo da Bíblia. O pastor ou dirigente, contudo, não faz o trabalho sozinho. Ele precisa de auxiliares. Quais os auxiliares dele nesta tarefa? Qual o relacionamento que mantêm com eles? Como ele consegue dar direção positiva à escola? Sugerimos quatro "horas" em que o pastor pode ajudar a sua Escola Bíblica Dominical. I. TODA HORA ELE É LÍDER O pastor ou dirigente não pode escapar de seu papel de líder da igreja. Ou ele exerce e a igreja progride, ou deixa de exercê-lo e a igreja sofre. Mas ele permanece o líder. O pastor ou dirigente e o superintendente da Escola Bíblica Dominical trabalham em conjunto. Um precisa muito do outro. Eles devem traçar juntos os planos para a sua Escola, estudar juntos os meios para solucionar os problemas e proporcionar uma orientação sábia para ela. O pastor ou dirigente deve informar-se sobre o que existe na área de estudo bíblico. Se ele vai orientar os membros e os professores no bom uso do material de ensino, primeiro precisa ser informado. Deve conhecer bem as revistas e outros materiais de ensino para cada idade. II. A HORA DO PÚLPITO O púlpito é o lugar da pregação. Mas pela sua natureza, a pregação tem elementos fortemente didáticos. O pastor ou dirigente, portanto, ensina muito quando prega. Ele é o primeiro professor da igreja. Serve de modelo para os demais professores da igreja. E, com o passar dos anos, esses começam a ensinar como ele ensina. Quando o pastor ou dirigente está no púlpito os seus "sonhos" se revelam. O entusiasmo dele se torna “contagiante”. Ele desafia o seu povo e leva-o a novas determinações. Ele reconhece que o trabalho é de Deus, mas também que Deus usa muito mais quem está otimista e que tem uma disposição para trabalhar. O pastor ou dirigente faz uso do púlpito para promover o trabalho da igreja. Nessa promoção devem ser incluídas as atividades da Escola Bíblica Dominical. É um assunto digno de ser falado e promovido de qualquer púlpito. A palavra do pastor ou dirigente vale muito e ele deve sempre aproveitar essa hora excelente para encorajar o estudo da Palavra de Deus. III. A HORA DO TREINAMENTO DOS OBREIROS Paulo, escrevendo para o jovem pastor Timóteo, falou da necessidade de preparo para apresentar-se "diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade".(2Tm 2.15) Ninguém discute a necessidade de o pastor se preparar. Da mesma forma, os professores da Escola Bíblica Dominical precisam de preparo. E o pastor é a pessoa mais indicada para iniciar e orientar esse departamento. Feliz é a escola que faz cursos e seminários periodicamente para treinar e atualizar os seus obreiros. Ainda mais, a Escola Bíblica Dominical que tem um encontro semanal dos professores com o pastor ou dirigente, para o estudo da lição. IV. A HORA DO ESTUDO BÍBLICO A hora da Escola Bíblica Dominical não é hora para o pastor ou dirigente se esconder. É hora para ele conhecer a sua EBD e ser reconhecido por ela. Que pastor ou dirigente não gostaria de ser amigo das criancinhas da igreja? Qual a criancinha que não gostaria de ver e conhecer de perto o seu pastor ou dirigente? E os adultos, os jovens, e mesmo os adolescentes não gostariam de ter, de quando em quando, o seu pastor ou dirigente presente na sua sala? O pastor ou dirigente é um líder de líderes. O seu ministério se amplia à medida que ele conhece e consegue alistar e treinar outras pessoas. E a Escola Bíblica Dominical pode ser a sua melhor base de operações. Feliz é a igreja cujo pastor ou dirigente é também pastor ou dirigente da Escola Bíblica Dominical! Escola Bíblica Dominical ... a chama que nunca pode se apagar na vida do verdadeiro cristão! “Toda a Glória seja dada ao Senhor Jesus”
(Adaptada de fontes de pesquisas pelo Pb Fábio Peres Peixoto - Secretário Geral de Evangelismo e Missões)
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