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ESTUDO
SOBRE "O ROMANISMO"
ROMANISMO:
CRISTIANISMO ADULTERADO
"Vi
uma mulher assentada sobre uma besta escarlata...
que tinha sete cabeças e dez chifres ... as setes
cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher
está assentada... e a mulher que viste é a grande
cidade que reina sobre os reis da terra " (Apoc
17.3,9,18).
"E
os dez chifres que viste são dez reis ... que
receberão o poder ... juntamente com a besta
." (Apoc 17.12)
"
E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos
santos, e do sangue das testemunhas de Jesus."(Apoc
17.6)
"
... Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande
prostituta que está assentada sobre muitas águas".(Apoc
17. 1,15)
Na
Bíblia, a religião falsa é representada por uma
prostituta embriagada, e o governo mundial sobre o
qual ela cavalga, por uma fera.
A
cidade de Roma é das mais antigas da Península
Itálica. Está edificada "sobre sete
colinas", que o apóstolo João chama de
"sete montes". Nos dias do império estas
montanhas eram denominadas de: Aventino , Palatino,
Célio, Esquilino, Vidimal, Quirinal e Capitólio.
INTRODUÇÃO
O
que se vem há muito se apresentando como
Cristianismo é um ensino corrompido. É um
"cristianismo" (entre aspas) espúrio que
usurpou o lugar da fé genuína, chamado Catolicismo
Romano.
Desde
os primórdios do Cristianismo, durante os três
primeiros séculos da Era Cristã, Roma desencadeou
dez grandes perseguições aos cristãos, que se
sucederam uma após outra, à medida que seus césares
( de Nero a Diocleciano) iam subindo ao poder.
Com
a subida do imperador Constantino ao trono e a de
Teodósio, seu sucessor, proclamou-se em Roma e em
todo o império, o principio de tolerância
religiosa. Antes atroz perseguidora, Roma abraça o
Cristianismo sem contudo deixar para trás seus
deuses.
Dentre
outras coisas que iremos abordar neste trabalho,
veremos que a igreja católica se tornou romana, não
pela pretensão de ter sido Pedro o primeiro bispo
de Roma, mas pela influência do próprio império
dentro da igreja, desvirtuando-a e
descaracterizando-a ao ponto de sua paganização.
O
testemunho da história conta-nos casos de opressão
em que a igreja romana, em nome de Cristo e da sua
religião, é acusada de usar da mentira, da violência,
da prepotência para castigar, matar e destruir
aqueles que julgava seus inimigos ou que de seus
erros divergiam.
Confissões
extorquidas pela tortura; morticínios e destruições
como foi o caso da matança dos Valdenses e o
massacre dos Huguenotes (protestantes franceses)
conhecida como " a
noite de São Bartolomeu" , foram
provocadas por causa da intolerância religiosa da
igreja romana que ameaçava sufocar de uma só vez a
Obra Evangélica na França como em toda a Europa.
Perseguições eram promovidas com o fim de extirpar
a "heresia" tudo em nome daquele que não
veio destruir vidas, mas salvá-las.
Prova
disso foi a "Santa
Inquisição da Igreja Católica" que de
santa só teve o nome. Estabelecida em 1231 pelo
papa Gregório IX , os tribunais de "Santo
Oficio" como também era conhecida a Inquisição,
martirizaram milhares de santos, acusando-os de heréges
e inimigos da igreja (romana). Fogueiras humanas
iluminavam as noites sombrias enchendo o céu de
fumo e a terra de luto. Roma insaciável, continuava
a derramar o sangue dos martíres.
Os
nefandos tribunais da Inquisição covardemente
fizeram milhões de vítimas, entre judeus e cristãos.
Período negro da história, obra prima da
crueldade
satânica, permitida talvez para nos servir de aviso
para sair-mos e nos livrar-mos de Roma e do seu
Sistema.
Não
chamamos a ele (romanismo) de religião, porque
religião, do latim do verbo "religare"
ligar outra vez ou religar o homem com Deus, não se
lhe aplica. Muito menos podemos classificá-lo como
igreja, porque igreja temos como "
o Corpo de Cristo" , a reunião dos santos,
lavados e purificados pelo sangue de Jesus.
A
nosso ver, a melhor designação que se lhe aplica
é Sistema. A cabeça, a alma desse sistema é a
Roma Papal.
Condenamos
o Sistema porque o consideramos contrário a Cristo
e ao seu Evangelho, e o maior obstáculo ao triunfo
da religião cristã na terra, mas não acalentamos
nenhuma animosidade contra qualquer pessoa que a ele
pertença. Lamentamos e amamos as vítimas do
Sistema , mas a ele o condenamos. Não mostramos má
vontade contra o escravo quando condenamos a
escravatura. Assim também não estamos contra os
iludidos pela falsidade do romanismo. A eles falamos
com afeição cristã, embora usando palavras que a
verdade nos obriga a proferir.
Acusados
por Nero, o imperador, de terem ateados fogo em
Roma, milhares de Cristãos sofreram tremenda
perseguição, e as levas eram jogados nas arenas do
Coliseu Romano para serem destroçados pelas feras.
Por cima dos gritos das turbas enraivecidas e dos
rugidos ameaçadores dos leões ressoava a voz dos mártires
como um hino de louvor a Deus: "somos como
trigo debulhado de Cristo, que precisa de ser moído
pelos dentes das feras antes de se tornar em pão".
A pureza e o vigor dos primeiros seguidores de
Cristo, os quais, mesmo coagidos, foram fiéis até
a morte... cujos os nomes desprezados na terra, estão
inscritos no Livro da Vida.
Por
séculos e séculos a igreja romana proibiu ao povo
a leitura da Palavra de Deus. Pelo simples ato de
proibir o uso franco das Escrituras aos seus
seguidores, a igreja romana admite que o seu sistema
não pode suportar o confronto com a Bíblia.
Roma
não somente desonrou a Cristo no tocante ao seu ofício
de Sacerdote, mas gradualmente foi exaltando homens,
levando-os a partilhar do ofício de Mediador que só
pertence a Cristo. Aos apóstolos, aos mártires, à
Maria, mãe de Jesus, a espíritos de homens e
mulheres , e também aos anjos, essa igreja revestiu
com os atributos da onipresença de Deus e agindo
como impostores ensinou-lhes que se lhes poderiam
dirigir orações como se fossem mediadores de
intercessão.
A
igreja de Roma já há muito abandonou a direção
das Sagradas Escrituras e desprezou " o guia da
sua juventude" , se esquecendo do concerto do
seu Deus. Não se assemelha agora à igreja cristã
primitiva, pois introduziu-se em seu seio práticas
e idéias pagãs. "COMO
SE FEZ PROSTITUTA A CIDADE FIEL" (Apoc
17.1).
Em lugar da adoração do seu Senhor e
Salvador, achamos a igreja " cuja fé era
divulgada por todo o mundo" (Rm 1.8) e cujos
primitivos crentes preferiam cheios de gozo ser lançados
às chamas, às feras ou à tortura, do que
praticarem o ato mais simples de idolatria,
gloriando-se agora na sua própria vergonha;
prestando homenagem e adoração a ídolos, a santos
mortos, a espíritos e a relíquias, e até mesmo a
homens e mulheres imaginários que somente existem
nas lendas mentirosas que ela inventou! Há razão
de sobra para dizer-se que a religião que Roma
apresenta aos seus adeptos é uma forma de
"cristianismo" adulterado, corrompido e
paganizado, como passaremos a descrever nas páginas
seguintes.
EIS
ALGUNS PONTOS DO CONFRONTO:
BÍBLIA
X CATOLICISMO ROMANO
IDOLATRIA:
UM GRAVE ERRO DA IGREJA ROMANA
O
primeiro mandamento bíblico prescreve: " Eu
sou o Senhor teu Deus! Não farás para ti imagens
de escultura, nem semelhança do que há em cima nos
Céus... Não te curvarás diante delas nem as
servirás" (Ex 20.4). No entanto no
catolicismo romano as imagens tem prioridade por
serem os esteios da Igreja. Os ídolos do paganismo
e as estatuetas da Igreja Católica são formas de
idolatria que confrontam-se com a Bíblia.
O
culto a Deus deve ser realizado em espírito, sem o
auxílio de qualquer objeto ou representação
material, pois Deus é Espírito e importa que os
que adoram a Deus o adorem em espírito e em verdade
(Jo 4.24). Este é o culto preconizado nas
Escrituras, exigido por Deus em todos os tempos.
As
Escrituras condenam o culto por meio de imagens,
isto sempre foi abominação a Deus. Porém,
contrariando à sua Palavra, a igreja católica
romana ensina a adoração de imagens e enche os
seus templos de ídolos, conservando os seus adeptos
na ignorância ao esconder-lhes a verdade bíblica.
Não
há um só trecho no Novo Testamento que fale em Ter
havido na igreja primitiva alguma procissão eucarística
e que mostre algum dos apóstolos ou servos do
Senhor incensando imagens. A razão porque não há
é que o culto às imagens foi decretado pelo II
Concílio de Nicéia em 787 dC, e a procissão eucarística
teve seu início em 1360 dC.
O
apóstolo Paulo em Atos 17.29 faz a seguinte declaração:
" Sendo
nós pois geração de Deus, não havemos de cuidar
que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à
prata, ou à pedra esculpida por artifício e
imaginação dos homens."
No
entanto existe na Basílica de São Pedro em Roma,
uma imagem deste apóstolo feita de bronze, cujo pés
se gastaram de tantos beijos dos seus adoradores. O
missal da igreja romana manda que se adore a cruz :
"vinde e adoremos". O clero e os leigos
adoram a cruz tirando os sapatos, ajoelhando-se e
beijando-a . Os fiéis carregam suas imagens em
procissão, queimam incenso às imagens e lhes
acendem velas . Fazem promessas a inúmeros
"santos" e lhes atribuem milagres, não já
aos santos mas imagens desses. E a Palavra de Deus
adverte: "congregai-vos
e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações:
NADA SABEM
OS QUE CONDUZEM EM PROCISSÃO AS SUAS IMAGENS DE
ESCULTURA, feitas de madeira e rogam a um deus
que não pode salvar" (Isaías 45.20).
Observe
agora atentamente o Salmo 115 versos de 2 à 8:
Os
romanistas adoram de fato as imagens e isto é
pecado de idolatria, condenado por Deus em sua
Palavra: "não
erreis: nem os devassos,
NEM OS IDÓLATRAS... herdarão o reino de
Deus" (I Corintios 6.10).
Devemos
buscar a Deus conforme os ensinos de sua Palavra e
seguir a orientação que nos dá quanto ao culto
que lhe devemos tributar. O culto deve ser tributado
tão somente a Deus. Todavia, a igreja romana
estabeleceu três espécies de culto:
a) o de LATRIA, devido somente a Deus;
b) o de HIPERDULIA, que se deve prestar a Maria;
c) e o de DULIA, que se deve tributar aos santos e
aos anjos. Esta divisão porém, não é bíblica
nem lógica.
Não
temos nem um simples exemplo nas Escrituras de adoração
a Maria, ou aos santos e anjos. Antes estes, quando
os pagãos os queriam adorar, eles os impediam,
ensinando-os que só deviam adorar a Deus.
EXEMPLOS:
1) Jesus citando Deuteronômio 6.13 , disse ao
tentador:
"AO
SENHOR TEU DEUS ADORARÁS E SÓ A ELE SERVIRÁS"
(Mt. 4.10)
2) Pedro rejeitou a adoração de Cornélio em Atos
10.26:
3) Barnabé e Paulo não receberam a adoração dos
habitantes de Listra (Atos 14.11-18) dizendo ao
povo: "Varões,
porque fazeis estas coisas? Nós também somos
homens como vós, sujeito às mesmas paixões, e vos
anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao
Deus vivo" .
4) O Anjo não consentiu que o apóstolo João o
adorasse (Apoc 19.10) e
5) Maria, mãe de Jesus nunca em seu coração teve
a pretensão de se tornar objeto de culto, mas
deixou-nos um único mandamento: "
FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER" (Jo 2.5).
E
o que Jesus está nos dizendo é que "a
hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores
adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são
estes que o Pai procura para seus adoradores" (Jo
4.23).
Caro
leitor(a), o nosso corpo é templo do Espírito
Santo (I Cor 6.19), e o Deus vivente quer fazer nele
morada. Pois então me diga: Que comunhão tem a luz
com as trevas? E que consenso temos nós com os ídolos
que Deus abomina e que se encontram presentes no
interior das igrejas católicas? A Bíblia diz: "convertei-vos
e deixai os vossos ídolos" (Ez 14.6) e "
saí do meio deles e apartai-vos ... e eu vos
receberei, diz o Senhor Todo Poderoso" (II
Cor 6.14c, 16 a, 17 e 18b).
Leitor
(a) amigo (a) , atenta para o que está escrito na
Palavra de Deus e converta-se dos ídolos para
servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, pois o fim dos
idólatras é o ardente Lago de Fogo e Enxofre (Apoc
21.8).
O
PAPA É IDÓLATRA
Outros
versículos bíblicos sobre idolatria:
Lv
26.1 ; Dt 4.23; Dt 7. 25,26; Is 44.17-20; Is 45.20;
Jr 10.5; Jr 10.14,15; Ez 20.18,19; Os 4.12; Zc 15.2;
At 17.16,29; I Tess 1.9 e I Jo 5.21.
"...
não te
curvarás a elas nem as servirás" (Ex
20.4)
DOGMA
DA INFALIBILIDADE PAPAL
O
dogma da infalibilidade papal foi declarada pelo
papa Pio IX no Concílio Vaticano I (1869-1870)
realizado na Basílica de São Pedro, em Roma.
A
pretensão do papado consiste em dizer que o bispo
da diocese de Roma é o Papa ou Pai da Cristandade,
o sucessor de Pedro e o Vigário de Cristo com
autoridade temporal e espiritual não somente sobre
as igrejas, mas também sobre os reinos que há na
terra.
Estas
declarações praticamente são baseadas em uma só
passagem das Escrituras, Mateus 16.18, nas palavras
que Jesus dirigiu a Pedro. A interpretação
romanista é que ali Cristo constituiu a Pedro como
uma Pedra ou o Alicerce da Igreja. Além disso, se
diz que Pedro foi o fundador e o primeiro bispo da
igreja cristã em Roma.
Estas
declarações merecem de nossa parte uma análise
serena, imparcial e conscienciosa. Devemos recorrer
à Bíblia, para ver se ela dá seu apoio a tão
alarmantes pronunciamentos. E a história nos dirá
se a primazia do Papa e sua apetecida infalibilidade
foram verdades religiosas e feitos patentes
reconhecidos através dos séculos do Cristianismo.
MATEUS
16.18-20
"Pois
também eu te digo que tu és pedro e sobre esta
pedra edificarei a minha igreja, e as portas do
inferno não prevalecerão contra ela; eu te darei
as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares
na terra será ligado nos céus, e tudo o que
desligares na terra será desligado nos céus."
Em
torno destes dois versículos é gerada tal polêmica.
Importante observar que o Antigo Testamento foi
escrito na língua hebráica e o Novo Testamento em
questão, na língua grega. Note se recorrer-mos ao
original grego, pedra para Cristo no Gr. "PETRA"-
Rocha firme e inabalável; pedra para Pedro no
original grego "PETROS"-
pedra pequena e móvel, tirada da "PETRA-CRISTO"
Na
suposição de que Cristo edificou a sua Igreja
sobre Pedro, os papas trataram de estabelecer uma
linha de sucessão com esse apóstolo. Para isso
embaralharam as palavrinhas gregas "petros e
petra" encontradas em Mt. 16.18 e trapacearam
com uma exegese tendenciosa confundindo a
Cristandade.
Na
verdade Cristo disse ao apóstolo: "Tu és
petros, sobre esta Petra edificarei a minha
igreja".
O
próprio Pedro afirma que Jesus Cristo é a "PEDRA
PRINCIPAL". "Ele
é a pedra que foi rejeitada por vós os
edificadores, a qual foi posta por cabeça de
esquina" (At 4.11). Ele é a "pedra
viva, reprovada na verdade pelos homens, mas para
com Deus eleita e preciosa" (I Pe 2.4).
Paulo
na carta aos Efésios afirma que Cristo é a cabeça
da Igreja sendo Ele próprio o Salvador do corpo (Ef
5.23) . Em Isaías se lê: "Portanto,
assim diz o Senhor Deus: Eis que ponho em Sião como
ALICERCE uma pedra, uma pedra provada, pedra
preciosa de esquina, de firme FUNDAMENTO"
(Is 28.16). Esta pedra é Cristo (I Cor 10.4b).
Ninguém
portanto de acordo com Paulo pode lançar outro
fundamento além do que já foi posto, o qual é
Jesus Cristo (I Cor 3.11) . Ele é o alicerce "a
Rocha cuja obra é perfeita" (Dt 32.4
a) na qual a sua Igreja está edificada.
Somos pedras vivas edificados em Cristo casa
espiritual e sacerdócio santo (I Pe 2.5).
QUANTO
AS CHAVES
No
sentido literal a palavra chave aparece uma única
vez na Bíblia, em Juízes 3.25. No mais, CHAVE tem
o sentido de autoridade, de poder.
Quando
Jesus disse a Pedro: ‘´
Eu te darei as chaves..." Ele estava
conferindo a Pedro esta autoridade e também o
privilégio de ser o primeiro entre os apóstolos a
pregar a Sua Palavra aos gentios. A porta da pregação
foi aberta por Pedro no dia de Pentecostes quando
quase três mil almas receberam de bom grado a sua
palavra e se agregaram a eles naquele dia (At 2.41).
É importante frisar e deixar bem claro que a
autoridade das chaves não era somente para Pedro,
foi dada também a todos os apóstolos (Mt
18.18-20).
É
BOM SABER:
1º)
A palavra "Papa" é uma expressão formada
pela primeira sílaba de cada uma das palavras
"Pastor
pastorum"
ou seja: Pastor dos pastores. Padre quer dizer pai.
Quando alguém chama o "vigário" de padre
é como se lhe chamasse de pai e ao Papa como Pai
dos pais. Claro está que isso se aplica a uma condição
espiritual. Porém Jesus no Evangelho de São Mateus
disse a seus discípulos: "a
ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só
é o vosso Pai, o qual está nos céus" (Mt
23.9).
2º)
Pedro nos esclarece a respeito de sua posição
dentro da igreja: "aos
presbíteros que estão entre vós, admoesto eu que
sou também presbítero com ele, e testemunha das
aflições de Cristo, e participante da glória que
se há de revelar" (I Pe 5.1).
Pedro
nunca foi papa e sim presbítero "com
eles" e não acima deles. No verso 4 do capítulo
5 ele exalta o verdadeiro pastor das ovelhas dizendo
"e
quando aparecer o Sumo pastor, alcançareis a
incorruptível coroa de glória".
3º)
O papa aceita adoração, porém Pedro não aceitou
a adoração de Cornélio, dizendo a este: "Levanta-te
que eu também sou homem" (At 10.26).
4º)
Tanto o papa como os demais ministros da religião,
não se casam. O celibato sacerdotal teve seu início
com a proibição decretada pelo papa Gregório VII
em 1074 dC. Do celibato forçado fez-se uma virtude.
Nada disso havia sido introduzido nos tempos apostólicos.
O Novo Testamento diz que os apóstolos e os
evangelistas eram casados. É o caso de Pedro (Mt
8.14) . Importante salientar a carta de Paulo a Timóteo
onde ele afirma que um ministro cristão deve ser
esposo de uma só mulher (I Tm 3.1-7).
5º)
É lhe dado o título de Sumo-Pontífice, título
este que o próprio Pedro não almejou para si, mas
que é conferido únicamente a Cristo (I Pe 5.4).
6º)
Os cardeais e todo o clero se dirigem ao papa
tratando-o de "Mui Santo Padre" . Jesus
orando ao Pai Eterno tratou-o na mesma expressão: "Pai
santo, guarda em teu nome aqueles que me
destes..." (Jo 17.11b). Só Deus é digno
de tal tratamento (Mt 23.9).
7º)
Enquanto o papa manda e desmanda como celebridade
político-religiosa, Pedro trabalhava levando a boa
semente e estava sujeito as ordens em Jerusalém
como autêntico servo de Deus (At 8.14 e I Cor 9.5).
Outrossim, Pedro foi um homem repreensível (Gl
2.11-14).
8º)
É admirável que Pedro sendo o "Príncipe dos
Apóstolos" como ensina a igreja romana, tenha
sido Tiago e não ele o pastor da comunidade cristã
em Jerusalém (At 15). Quanto a ordem das
"colunas da Igreja" conforme escreveu
Paulo em Gálatas 2.9 haveria que ser "Cefas,
Tiago e João" e não "Tiago, Cefas (que
é Pedro) e João".
9º)
O apóstolo Paulo não se considera inferior a Pedro
ou a nenhum dos apóstolos, pelo contrário "trabalhei
muito mais do que todos eles" disse Paulo
(II Cor 11.5 e 15.10b).
10º)
Quanto a Pedro Ter sido o fundador e o primeiro
bispo da igreja em Roma, não há provas bíblicas
nem históricas sobre isso. Na última carta escrita
por Paulo, de Roma, dirigida a Timóteo, lemos o
seguinte:
"em minha primeira defesa ninguém esteve
comigo, antes todos me abandonaram" (II Tm
4.16). Se Pedro estivesse em Roma seguramente não
abandonaria o grande apóstolo. Na mesma epístola
(v. 11) escrita uns dias antes de sua morte, Paulo
diz: "só
Lucas está comigo". Estas palavras admitem
uma só explicação: Pedro não estava ali. Além
disso, até a Segunda metade do século II nenhum
documento afirma expressamente a estada e martírio
de Pedro em Roma.
COMO
SURGIU O PAPADO ?
(RESUMO
HISTÓRICO)
Durante
os primeiros três séculos da era cristã, a
perseguição à Igreja verdadeira ajudou a manter a
sua pureza, preservando-a de líderes maus e
ambiciosos. Ser cristão naquela época significava
um grande desafio e aqueles que fielmente seguiam a
Cristo sabiam que tinham suas cabeças a prêmio,
pois eram rejeitados e perseguidos pelos poderosos.
Só os realmente salvos se dispunham a pagar este
preço. A Igreja então, vivia "escondida
nas covas e cavernas da terra" (Hb 11.38).
Quando
Constantino ascendeu ao posto de imperador romano,
isso pareceu ser o triunfo final do cristianismo,
mas na realidade produziu resultados desastrosos
dentro da Igreja. Em 312 dC, Constantino, agindo de
forma diferente de seus antecessores, apoiou o
cristianismo, proibiu a luta de gladiadores, e deu
aos cristãos liberdade religiosa. Teodósio, seu
sucessor, foi mais longe, oficializando o
cristianismo como religião oficial de todo o império
romano, ordenando por decreto que todos se tornassem
cristãos. A decadência doutrinária, moral e
espiritual da Igreja começou, quando milhares de
pessoas foram batizadas e recebidas como membros sem
terem experimentando real conversão. Pagãos como
eram, introduziram-se no seio da Igreja trazendo
consigo os seus deuses. Templos foram erguidos em
toda parte. A Igreja saía das catacumbas e começava
a viver um novo e terrível pesadelo.
Nesse
tempo, homens ambiciosos e sem o temor de Deus, começaram
a buscar cargos na Igreja como meio de obter influência
social e política, ou para gozar dos privilégios e
do sustento que o Estado Imperial conferia ao clero.
Desta maneira o formalismo religioso e as crenças
pagãs iam-se infiltrando cada vez mais na Igreja,
até o nível de sua paganização.
Pedro
era financeiramente pobre (At 3.6) bem diferente da
riqueza e do luxo do Vaticano. Pedro não tinha
prata nem ouro, mas tinha o poder de Deus em sua
vida, era cheio do Espírito Santo. O papa tem
riquezas e é cercado pela sua corte, vive como um
rei, mas não pode dizer ao coxo: "Levanta-te e
anda". Desde o ano 200 aC até o ano 376 da
nossa era, os imperadores romanos haviam ocupado o
posto e o título de Sumo-Pontífice da Ordem Babilônica.
Dâmaso o bispo da igreja cristã em Roma foi
nomeado para esse cargo no
ano
378. Uniram-se assim numa só pessoa todas as funções
de um sumo sacerdote apóstata com os poderes de
um
bispo cristão. Devido Roma ser a capital do império
dominante, o poder eclesiástico passou a
centralizar-se na pessoa do seu bispo que passou a
ser chamado: Bispo dos bispos. Com o passar do tempo
o bispo de Roma foi sendo revestido de autoridade
destacando-se sobre os demais. O poder e a hegemonia
eclesiástica do bispo de Roma apareceram em um
desenvolvimento gradual, o papado foi tarefa de séculos
e tropeçou com muitas vicissitudes, mas finalmente
conseguiu consolidar-se de maneira suprema e
absoluta, especialmente nos séculos da idade média.
Ao
todo foram 263 papas, muitos deles políticos,
corruptos e ambiciosos. Na atualidade o papa não
exerce o poder que os papas exerceram em séculos
passados quando viviam como reis e eram donos de
grandes exércitos. Toda a situação política,
social e religiosa é muito diferente da do passado.
No entanto, a doutrina do papado continua sendo a
mesma, o que nos faz pensar que, se as circunstâncias
mudassem radicalmente e a favor do obscurantismo
religioso, com certeza o papa voltaria a suas
tropelias históricas do passado.
Os
papas são obcecados por títulos! Se intitularam
por conta própria de Salvatore,
Deus in terris, Dei Vicarius Noster, Pontífice Maxímus,
Augustos que significa digno de ser adorado, e
outros superlativos que os distanciam de Cristo.
CONCLUSÃO
O
papado é uma instituição de origem humana,
alimentada pela ambição de poder, de autoridade e
de ouro dos bispos de Roma. A história demonstra
isso de modo irrefragável. O guia infalível de que
o homem necessita não é o papa e sim a Bíblia.
Ela nos foi dada por Deus para mostrar-nos o plano
da salvação, as doutrinas essenciais à fé e o
consolo e a esperança para as horas de tribulação.
Ela foi escrita precisamente para nos revelar a
vontade de Deus, para que , crendo em Jesus Cristo,
o Filho de Deus, tenhamos vida em seu nome(Jo
20.30,31).
O
vigário de Cristo na terra não é o papa e sim o
Espírito Santo. Qualquer outro "sucessor"
é suspeito. O papa está em Roma, mas o Espírito
Santo está em toda a parte.
As
igrejas evangélicas não necessitam de nenhum papa.
O governo pelo qual se regem recomendado pelo Novo
Testamento, é o governo democrático, sob a direção
do Espírito Santo e à luz da Bíblia Sagrada.
Jesus Cristo, e somente Ele deve ser o Senhor da
Igreja.
Concluímos
afirmando que a infalibilidade é um atributo
privativo de Deus. Só Ele é infalível, e Ele não
transmitiu a infalibilidade a nenhum homem. De modo
que dizer que determinado indivíduo tem o atributo
da infalibilidade não passa de mera pretensão.
UMA
PALAVRA PARA AS FREIRAS
A
igreja católica romana tem induzido consciências
sensíveis especialmente do sexo feminino,
escravizando-as; são milhares de moças e senhoras
enclausuradas em lúgubres conventos devido a fé
falsa que receberam . O livro das ex-freiras Nancy e
Rosemary sobre "As
freiras lésbicas" expõe com clareza a
situação de muitos conventos; ninguém sabe que
tipo de tratamento aquelas moças recebem! O
Vaticano deveria ordenar a recuperação de suas
mentes e abrir os portões devolvendo-as a
sociedade. (Veja o Estado 12.11.86).
Mulheres
valorosas, para viver-se uma vida santa não precisa
enclausurar-se num monastério. Conventos e
mosteiros não santificam a ninguém. A vida de
reclusão em um claustro não é a fórmula bíblica
para se alcançar a glória da santidade.
Enoque
viveu em dias de extrema depravação, viveu entre
pecadores, no entanto a Bíblia diz que Enoque andou
com Deus (Gn 5.22). Não
somos
santos por causa daqueles que estão ao nosso redor,
mas por causa daquele que está em nossas vidas (Rm
8.9-16 ; I Cor 6.19,20).
Mulheres
que tem o temor de Deus, consagrem suas vidas a
Cristo, e não a Maria. Honrem e glorifiquem o
Criador, e não a criatura. Larguem o hábito e
sirvam a Deus com liberdade, honrando-0 com a
enobrecedora missão de ser mulher e mãe, pois esta
é a vontade de Deus para as vossas vidas.
O
BATISMO Á LUZ DA BÍBLIA
A
palavra batismo vem do grego
Baptisma e quer dizer "Mergulhar".
É um mergulho no Corpo de Cristo. O texto bíblico
que mais nos esclarece a respeito da simbologia do
batismo está em Romanos 6.3,4 que diz: "Não
sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus
Cristo fomos batizados na sua
morte? De sorte que fomos sepultados
com Ele pelo batismo na morte; para que como Cristo ressuscitou
dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós
também em
novidade de vida"
Se
de fato amarmos a Jesus, com grande alegria
desceremos as águas batismais, pois fazendo assim,
estaremos demonstrando pública e claramente a nossa
fé nEle e o nosso desejo de seguí-lo para sempre.
Sabendo
isto, que o nosso homem velho foi com Ele
crucificado e que agora estamos mortos para o
pecado, mas vivos para com Deus em Cristo Jesus
nosso Senhor."(Rm 6.11).
SIMBOLOGIA
DO BATISMO
O
ato de entrar-mos nas águas representa a sua morte,
quando estamos submersos o seu
sepultamento (que foi rápido, pois as cadeias
da morte não puderam conter o Príncipe da Vida),
mas quando somos levantados das águas,
representando sua ressurreição,
nascemos para uma nova vida de obediência e serviço
a Deus.
O
Batismo é , portanto, um ato simbólico da
transformação que já ocorreu em nosso interior,
ou seja, o Novo
Nascimento ensinado por Jesus em João 3.1-8, e
é realizado pelos crentes por se constituir uma
ordenança de nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19)
que deseja que pelo batismo nós nos identifiquemos
com Ele.
O
batismo infantil realizado pela igreja católica
anula o mandamento divino de que seja o batismo um
selo de fé, de arrependimento, e de experiência
pessoal.
"Quem
crer e for batizado será salvo..." (Mc 16.16)
PORQUE
NÃO BATIZAMOS CRIANÇAS ?
Se
analisar-mos a Bíblia veremos que Jesus não foi
batizado por seus pais logo quando nascido, mas
somente apresentado no templo para ser consagrado ao
Senhor (Lc 2.22,23). Jesus batizou-se aos quase
trinta anos, quando Ele próprio foi Ter com João
Batista, junto ao rio Jordão (Mt 3.13).
QUEM
DEVE SE BATIZAR ?
Todos
aqueles que já fizeram uma decisão consciente ao
lado de Jesus , podem e devem se batizar. Duas condições
porém são necessárias: ARREPENDIMENTO
e FÉ (Mc1.15). Além de crer e se arrepender ,
é necessário confessar a Cristo como Salvador (Mt
10.32 ; Rm 10.9). Uma criança é óbvio, não
possui maturidade para crer, não tem condições de
arrependimento, muito menos de fazer uma confissão
de fé ( visto que ainda não sabe falar ), portanto
não devem ser batizadas. O fato do carcereiro de
Filipos Ter sido batizado com toda a sua casa, não
prova o contrário, uma vez que a Bíblia não
registra se havia crianças ali.
A
Bíblia diz: "Instrui
ao menino no caminho em que ele deve andar..."
(Pv 22.6). Cabe a nós, pais, instruí-los "na
doutrina e admoestação do Senhor" (Ef
6.4b) e orar contínuamente por eles, pedindo a Deus
que também possam salvar-se. Mais tarde certamente
farão uma decisão ao lado do Senhor.
Um
exemplo bíblico é o de Timóteo, que possuía uma
fé viva herdada de sua avó Lóide e de sua mãe
Eunice que o ensinaram desde a sua meninice a
conhecer as sagradas letras que o fizeram sábio
para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus
(II Tm 3.15).
O
batismo infantil realizado pela igreja católica
anula o mandamento divino de que seja o batismo um
selo de fé, de arrependimento, e de experiência
pessoal.
Jesus
jamais batizou uma criança. Somente "abraçando
os meninos, os abençoava, impondo-lhes as mãos"
(Mc 10.16). Tampouco tal costume foi começado por
João Batista ou por algum dos apóstolos. Se os
filhos de pais crentes morrerem pequenos não morrerão
"pagãos", como dizem os católicos "porque
dos tais é o reino de Deus" (Mc 10.14).
O
BATISMO DEVE SER POR ASPERSÃO, EFUSÃO OU POR IMERSÃO
?
Se
o rito batismal devesse ser por aspersão, a palavra
grega usada nas passagens bíblicas seria "Rhantixo"
que significa "aspergir". Se fosse também
por efusão, a palavrinha grega seria "Okxeo"
que quer dizer "derramar, entornar,
efundir". Mas o Espírito Santo, usando da língua
grega, o veículo de expressão mais perfeito que
jamais existiu entre os homens, escolheu as palavras
"Baptizo"
e "Baptisma"
e sua original "Bapto"
que é igual a mergulhar, imergir, submergir; pois
era a que mais perfeitamente descrevia tão glorioso
rito. Nunca a aspersão ou a efusão poderiam tão
bem simbolizar esta grande transformação
espiritual, a de passar da morte para a vida.
ORIGEM
DA ASPERSÃO E DA EFUSÃO
Como
podemos demonstrar por documentos da igreja
primitiva, o costume universal, no princípio, era o
de batizar os crentes por imersão, sendo o corpo
inteiro submerso em água. Mais tarde começaram a
fazer algumas excessões, para pessoas doentes, com
o fim de facilitar, batizando-as por efusão.
Chamavam então a isso de "batismo
Klinikoi"(batismo na cama). Mas nem no século
II achou este batismo plena aceitação, pois
encontrou sempre contestação. Mesmo no século IX
foi considerado como excepcional. Só no século
XIII, com a mais extensa prática do batismo
infantil, foi que o batismo por efusão ou aspersão
, encontrou bom ambiente para uma aceitação mais
ou menos geral. O mais forte argumento a favor da
efusão foi o de ser "mais conveniente". A
Igreja havia apostatado a tal ponto que a conveniência
importava mais do que o mandamento do Senhor Jesus!
A igreja romana passou a adotar então oficialmente
a efusão, até os dias de hoje.
CONCLUSÃO
Melancólicamente
a igreja romana batiza crianças, o que não é bíblico,
e tenta justificar o fato da criança não Ter feito
sua própria decisão na Crisma, que é a confirmação
do batismo. Ora, os fins não justificam os meios; não
adianta tapar o sol com a peneira. Batismo é para
novos crentes, que já renunciaram as concupiscências
do mundo , recebendo Cristo como Salvador. Nem a
crisma, nem a 1a
comunhão, justificam o ato errôneo de se batizar
crianças. Muitos pais sabem disso, mas para não
contrariar alguns familiares escolhem por
desobedecer a Deus, transgredindo o Seu mandamento
por causa da sua tradição, o que é lamentável.
Concluo
afirmando que o batismo infantil não tem valor
algum diante de Deus, e que o mais correto a fazer
é seguir o exemplo que Ele próprio nos deixou.
OS
SANTOS
QUEM
SÃO ? ONDE ESTÃO ? PODEM SER ADORADOS ?
A
palavra "santo"
significa "estar separado". Exemplo é o
de Paulo que foi "...separado
para o evangelho de Deus" (Rm 1.1). Este apóstolo
escrevendo aos crentes de Corínto (I Cor
1.2),disse: "A
igreja que está em Corínto aos santificados em
Cristo Jesus, chamados santos...". Portanto
santos, são aqueles que já foram separados do
mundo de pecado e chamados para pertencerem a Jesus
Cristo (Rm 1.6).
Todo
aquele que já foi lavado, remido e comprado pelo
precioso sangue do Cordeiro (I Pe 1.18,19),
tornando-se de fato um discípulo e testemunha de
Jesus, é bíblicamente considerado santo, pois em
nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus,
foi santificado (I Cor 6.11). Já passou da morte
para a vida (Jo 5.24) tornando-se um filho de Deus
(Jo 1.12). Agora faz parte da comunidade dos santos
e da família de Deus (Ef 2.19).
Santos
não são imagens, santinhos de papel ou ídolos
postos em paredes ou altares para veneração do
povo. Santos somos nós, os salvos em Jesus, que
servimos a Deus em espírito e em verdade.
Há
57 casos no NT, em que os crentes como uma classe, são
chamados de "santos", ex: Rm 1.7 e Col
1.2). Mas não há um único caso de o termo ser
aplicado a um indivíduo para distingui-lo dos
demais. Observamos nisto a simplicidade da igreja
primitiva. Antes dos primeiros três séculos da Era
Cristã, nenhum prefixo de "Santo" havia
sido dado exclusivamente a qualquer dos servos de
Deus, o termo era aplicado, como no NT , sem distinção,
a todos que eram santificados por uma fé viva e
verdadeira em Cristo Jesus. Só Ele , o Senhor é Santo,
com S
maiúsculo, e merece honra e glória, conforme disse
Pedro em Atos 3.14. Porém a igreja romana não
pensa assim, e tem exaltado homens e mulheres a posições
de santos, sujeitos a veneração do povo. Em cada
esquina um padroeiro. Auréolas de glória são
postas em suas cabeças(prática pagã iniciada no século
V) e o povo que não conhece Bíblia se dobra,
reverenciando as imagens dos seus santos, em vez de
adorar o Deus vivo e verdadeiro.
Alega
também a igreja romana que todo o sacerdócio, todo
o poder de santificar, promana do "santo
padre"(CD2) que beatifica e torna santo a quem
julgar quem mereça ser canonizado. Essa pretensão
do Vaticano é a maior fraude e cheira a hipocrisia.
Como a maioria dos católicos não leva a sério os
dogmas da igreja, fazem chacota de tudo! Apresentam
Pedro com duas grandes chaves, é o porteiro do Céu,
e controla as chuvas...Santo Antônio é o santo
casamenteiro, enquanto Santo Onofre é reverenciado
pelos alcoólatras e assim por diante...
Todas
essas baboseiras romanistas rebaixam o Cristianismo.
Todo cristão autêntico é um santo, não precisa
passar pelas mãos do papa para ser santificado e
sim pelas mãos santas de Deus. Experiência de
conversão e entrega total a Deus é que torna um
homem santo.
Amigo
(a) não se engane, a vontade de Deus para a sua
vida é a vossa santificação (I Tes 4.3
a), pois sem a santificação ninguém verá
o Senhor (Hb 12.14) portanto
O
significado da santificação.
Essencialmente,
a santificação significa um ato de Deus separando
alguma coisa ou pessoa para um serviço sagrado. No
Novo Testamento, a santificação significa a separação
do homem do pecado e a dedicação de sua vida ao
serviço de Deus, para uso do Senhor. "como
é santo aquele que vos chamou, sede vós também
santo em toda a vossa maneira de viver; porquanto
escrito está: sede santos, porque eu sou
santo."
(I
Pe 1.15,16).
MARIA,
MÃE DE JESUS
É
desagradável que Maria, a mãe de nosso Senhor,
tenha chegado a constituir entre católicos romanos
e cristãos evangélicos um tema de controvérsia,
e, em grande medida, uma linha de divisão. As posições
de ambas as confissões religiosas, com respeito a
Maria, são completamente distintas. No seio do
catolicismo romano, desde muitos séculos atrás,
tem havido uma corrente cada vez mais forte para
exaltar Maria a uma posição totalmente irreal, sem
base bíblica nem histórica.
Não
é verdade que nós evangélicos não gostamos de
Maria, pelo contrário, temos a Mãe de Jesus em
alta estima. Não a consideramos nossa mãe, mas a
reconhecemos como nossa irmã em Cristo. Dizemos
dela o que representa a verdade, é bom e bonito; não
pode ser de outro modo. Maria é merecedora de nosso
apreço e amor sinceros, e que todos procuremos
modelar nossas vidas conforme o exemplo que deu:
Mulher santa, piedosa, humilde, obediente até o
sacrifício, conhecedora das Escrituras do Velho
Testamento, cheia de fé e bela em seu caráter.
O
pedestal sobre o qual descansa a verdadeira grandeza
da mãe de Jesus não podemos elevá-lo mais;
intentar fazê-lo seria obscurecer a esplendente auréola
que ilumina a agraciada pessoa de Maria. Nenhuma luz
pode ser mais brilhante para ela do que a que
irradia de seu belíssimo caráter, todo humildade,
modéstia e obediência; nenhuma glória poderia ser
maior que a de haver levado em seu bendito seio a
forma humana do Verbo Eterno: Nenhuma dita mais
incomparável do que a de haver crido ela mesma em
seu Filho Jesus; esta é a verdadeira grandeza de
Maria.
Não
há dúvidas que a Maria dos Evangelhos é muito
diferente da Maria do romanismo. A desfiguraram e a
desumanizaram. Ao invés de honrá-la como pretendem
a envergonharam até o indizível, ao render-lhe um
culto que chega a ser uma crassa idolatria com
marcos de superstição. Seus adeptos estão
divididos entre si, sendo que cada um crê que a
Virgem de sua devoção é mais milagrosa que a dos
demais. Suas incontáveis imagens são produto da
inspiração do artista ou da concepção fantástica
de seus admiradores. Há virgens negras, morenas e
brancas, para todos os gostos. Ser mui devoto de
Maria entre os romanistas é sinal de ser um bom católico;
para nós, isto é antes sinal de afastamento da
revelação. A fé católica gira praticamente em
torno dela. Dão-lhe títulos sumamente elevados;
ordens monásticas inteiras a ela consagram-se; lhe
atribuem muitíssimas aparições extraordinária e
uma infinidade de milagres. Suas supostas aparições
são vistas por videntes que recebem suas mensagens.
Para nós isso cheira a espiritismo (ver II Cor
11.14 e 2.11) .
Junto
às suas imagens colocam-se candeias, bem como
flores, e as levam em procissões públicas,
deslocam-se de distantes lugares em sofridas
romarias para fazerem votos e pagarem promessas
acendendo-lhe velas. QUANTA CEGUEIRA ESPIRITUAL. Sabia?
Que
três dogmas que foram definidos como artigos de fé
pela igreja romana à respeito da pessoa de Maria não
tem fundamento bíblico?
1º) DOGMA
DA IMACULADA CONCEIÇÃO: Transcorreram-se
dezoito séculos e meio para que a Imaculada Conceição
ingressasse oficialmente no credo católico romano.
Data: 02 de fevereiro de 1849.
2º) DOGMA
DA PERPÉTUA VIRGINDADE DE MARIA "MARIA SEMPER
VIRGO": Definido como artigo de fé pelo 5º
Concílio Geral celebrado em Constantinopla durante
a atuação do papa Virgílio em 553, e
posteriormente em 640, o Concílio Romano, presidido
pelo papa Martinho I, definiu Maria como "...
Sempre Virgem, que concebeu sem obra de varão e
permaneceu intacta mesmo depois do parto".
Segundo esta crença, repetimos, sem fundamento, se
segue que Maria viveu uma vida matrimonial fictícia
e que se isolou da enobrecedora missão da
maternidade tão ponderada e anelada entre as
mulheres hebréias.
3º) DOGMA
DA ASSUNÇÃO DE MARIA: Foi declarado a 1º de
novembro de 1950, pelo papa Pio
XII. Esta crença é uma derivação do dogma da
perpétua virgindade e da imaculada conceição, e
marca um passo a mais na tendência romanista de
querer exaltar Maria a objeto de culto religioso.
Vê-se
que o que de fato aconteceu com Jesus; o seu
nascimento sobrenatural e sua ascensão gloriosa aos
Céus (At 1.9-11) foi revertido, ou melhor dizendo
"torcido" a favor de Maria SÓ
ESTÁ FALTANDO A IGREJA DE ROMA DECLARAR UM NOVO
DOGMA AFIRMANDO QUE MARIA MORREU NA CRUZ E
RESSUSCITOU AO 3º DIA.
Este
zelo cego e doentio dos católicos com relação a
Maria é tão evidente que dispensa comentários.
Os
Evangelhos nos apresentam uma Maria humana, santa e
humilde por esforço próprio, o que reclama admiração
e respeito, e não uma Maria divinizada e
artificialmente sem pecado. Maria foi uma mulher
normal , dona de casa, teve filhos e constituiu família
como qualquer mulher na face da terra que se une a
um homem em laços de matrimônio. Foi salva por
Jesus pela sua fé nEle, que a redimiu, igual a
todos, da condenação eterna.
Quando
afirmamos que Maria teve filhos, isso causa expectação
nos católicos. Em Mateus 1.25, a Bíblia diz que
José não a conheceu até
que desse à luz a seu filho primogênito,
ou seja, a seu primeiro filho. Se Jesus tivesse sido
o único filho de Maria, Ele não seria o primogênito,
e sim o unigênito
como vem descrito em João 3.16, à respeito de sua
filiação celestial. E o termo "conhecer"
usado nesta passagem é o mesmo usado em
"N.Sra.
Aparecida" padroeira do Brasil
"Feliz
a nação cujo
Deus é o
Senhor"
(Sl
33.12) e não
uma SENHORA !!!
Gênesis
4.1,25 com Adão e Eva, e tem o sentido de Ter relações
sexuais.
Na
verdade, Jesus teve irmãos , e isso não é escândalo
nenhum. Só o adjunto adverbial de tempo "até"
já diz tudo. Mas o povo faz confusão pensando que
os irmãos de Jesus são os seus discípulos.
O
certo é que sempre houve diferença entre os irmãos
do Senhor e os apóstolos e discípulos.
Ex:
Observe o texto de João 2.12: "
Depois disso desceu à Cafarnaum, ele, sua mãe,
seus irmãos e seus discípulos..."
Em
Mateus 12.46-50 se nota também esta diferença: sua
mãe e seus irmãos estão do lado de fora e o
chamam, enquanto seus discípulos são os que o
rodeiam.
Ainda
se vê mais clara a diferença em Atos 1.13,14,
quando em seguida à lista dos apóstolos, Lucas
diz: "
Todos estes perseveravam unânimemente em oração
com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os
irmãos dele."
Não
precisa ser mais convincente do que isso, mas a
dificuldade maior com que tropeçam os católicos ao
quererem provar o contrário está na afirmação de
João 7.5: "
pois nem seus irmãos criam nele" Como
podiam ser três deles seus apóstolos?
Recorrendo
ao original grego é bom deixar bem claro que nas 15
referências aos irmãos de Jesus contidas no NT, o
termo que sempre se usa é "Adelphos"
para irmão, e nem uma só vez
"Anepsios" no sentido de primo,
nem "Sungenes",
parentes.
MARIA,
MÃE DE DEUS?
Por
ser Maria a mãe de Jesus, isso não quer dizer que
ela é a mãe de Deus. Pense um pouco, será que
Deus tem mãe? Até onde se sabe, Deus tem somente
filhos. Ora, mas se Jesus é Deus(como de fato é),
e Maria é a mãe de Jesus, subentendesse logo que
ela é a mãe de Deus. Isso é um raciocínio lógico,
e todos os católicos pensam assim. È bom usar da
razão nesta hora para se saber que Jesus é filho
de Maria, como homem, mas como Deus ela é que é
filha dEle. Isso porque Jesus possui duas naturezas:
a humana
e a divina.
Em
Isaías 9.6 isso fica bem claro, quando o profeta
diz: "Porque
um menino nos
nasceu, um filho se nos
deu... ". Como homem Jesus nasceu em
Belém, na Judéia (Lc 2.1-7) mas o Filho não
nasceu, visto que é Eterno e Pai da eternidade, mas
foi dado "
Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que
deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele
que nele crê, não pereça, mas tenha a vida
eterna." (Jo 3.16).
Claro
está que quando se fala que Maria é a mãe de
Jesus está se referindo, à sua natureza humana.
Maria
é chamada pelos católicos de "Nossa
Senhora", "Rainha da Paz",
"Rainha dos Céus", "Mediadora",
"Intercessora" e "Advogada
dos pecadores". Inúmeros títulos lhe são
dispensados,mas na verdade não lhe pertencem. Nós,
cristãos evangélicos, não temos nenhuma senhora,
por mais que os católicos queiram insistir com
Maria "
Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é
tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor,
Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós
por ele." (I Cor 8.6).
A
promessa que Deus nos fez é a Vida Eterna (I Jo
2.25) "E
a vida eterna é esta: Que te conheçam
a ti só por único Deus verdadeiro, e a Jesus
Cristo a quem enviastes.!" (I Jo 17.3).
Como se vê Maria não está relacionada, porque não
pode salvar. Somente Jesus tem poder para perdoar,
salvar o homem e conduzí-lo à vida eterna. Mas será
que Maria pode interceder? Ensina-se que sim, na
igreja católica romana, por isso a chamam de
Advogada nossa. Mas o testemunho e ensino da Palavra
de Deus é bem diferente. Em I Jo 2.1 está escrito:
" Meus
filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não
pequeis: e se Alguém pecar, temos
um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo."
Em I Timóteo 2.5, o apóstolo Paulo nos
declara, pelo Espírito Santo, que há
um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo
homem "o
qual está a direita de Deus, e também intercede
por nós" (Rm 8.34b).
Ao
atribuir-lhem o título de Rainha da Paz chocam-se
novamente com a Bíblia que diz que "Jesus
é a nossa paz" (Ef 2.14 a). Conforme
Miquéias Jesus seria a nossa paz (Mq 5.5) e não
Maria. Só Jesus pode dar paz permanente e duradoura
pois é o Príncipe da Paz.
Quanto
a ser coroada como Rainha dos Céus, faço minhas as
palavras do profeta Jeremias, registradas no seu
livro, capítulo 45 versos 16 ao 23. O que se deu no
passado, no tempo de Jeremias, sucedeu-se com Paulo
em Éfeso (Atos 19) com relação a "grande
deusa Diana dos Efésios" , e agora é uma
realidade em nossos dias no que diz respeito à
Maria.
Todo
ser humano tem um pai na terra e outro no céu. É
óbvio que também tenha uma mãe. Só que esta mãe
não é Maria, como pensam os católicos. Jesus nos
apresentou um Pai, a igreja romana nos elegeu uma mãe,
mas nós devemos ficar com a Bíblia. A Palavra de
Deus, que é a verdade, segundo Jesus Cristo (Jo
17.17) nos afirma que a Jerusalém celestial é
livre, senda ela mesma a mãe de todos nós (Gálatas
4.26), inclusive dos católicos. Esta pátria
celestial nos acolherá como uma mãe acolhe no colo
o seu filho( Isa 66.13), nela habitaremos para
sempre ao lado do nosso Cristo e da nossa querida
irmã Maria.
Se
você realmente a ama, pare de adorá-la. Volte-se
imediatamente para Deus adorando ao seu Filho Jesus.
Ele deve ser o único Senhor da sua vida. Se Jesus
for tudo para você, como Ele é tudo para mim (Cl
3.11b), estaremos um dia lá na Glória, juntos com
Maria e todos os salvos, a louvar e bendizer o nome
santo do Senhor. Caso contrário, você nunca a verá.
Ensina-se
também na igreja católica a consagração de seus
fiéis a Maria, através da reza do terço ou rosário;
que deve ser rezado todos os dias em "devoção
a Nossa Senhora", e em caso de novenas, várias
e repetidas vezes, sempre a mesma ladainha.
A
reza da AVE MARIA foi escrita e difundida pelo papa
João XXII e data do ano de 1317 dC . Interessante
é que a palavra AVE era saudação dos romanos ao
seu imperador; o anjo saudou Maria dizendo: SALVE!
(Lc 1.28).
(Elaborado
por
autor
desconhecido via internet )
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