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DEFININDO
UMA IGREJA LOCAL
O Senhor Jesus em Mateus
16.18 diz: “...Edificarei a minha igreja, e as portas do
inferno não prevalecerão contra ela”. Neste texto, bem
como em mais de cem referências do Novo Testamento que
usa a palavra grega “ekklêsia” que literalmente
significa “chamados para fora”. Porém no Novo Testamento
tem mais o significado de “convocar” ou “assembléia”.
De uma maneira geral e ampla, a palavra igreja (ekklêsia)
representa com freqüência a todos os crentes que foram
remidos pelo sangue de Jesus, e são nascidos de novo,
independentemente de suas diferenças geográficas e
culturais, é a Igreja Universal do Senhor Jesus Cristo.
Já no Novo Testamento a idéia fundamental e prevalecente
de igreja é de uma instituição ou comunidade local
organizada, geralmente na cidade em que está situada, e
onde os salvos podem se reunir sistematicamente com o
propósito de proclamação, serviço e culto ao Senhor
Jesus Cristo. Das 115 ocorrências da palavra ekklêsia
(igreja) no Novo Testamento, aproximadamente 85 podem
ser relacionadas a uma congregação local. Podemos tomar
por base as cartas paulinas que foram endereçadas a
igrejas locais, e também em Apocalipse podemos ver as
sete cartas endereçadas a sete igrejas locais da Ásia
Menor.
O PAPEL DA IGREJA LOCAL
Jesus em suas últimas
instruções aos seus discípulos, antes de sua ascensão,
deu a sua igreja representada ali, uma ordem, e não uma
sugestão, de evangelizar o mundo e fazer novos
discípulos (Mt 28.19; At 1.8). Seus discípulos deveriam
proclamar o evangelho a toda criatura (Mc 16.15). E esta
ordem não foi somente para aquela época, mas ainda faz
parte da missão imperativa da igreja hodierna. A missão
da igreja baseia-se na missão de Deus de reconciliar a
humanidade consigo mesmo, através do Evangelho. Somos,
portanto, enviados a evangelizar o mundo e tornar o
Evangelho disponível a toda criatura. A evangelização é
a apresentação inteligível, atrativa, significativa,
propositada e persuasiva do Evangelho. A ênfase no Novo
Testamento é a proclamação verbal do Evangelho. Mais de
140 vezes o Novo Testamento usa palavras tais como
diagello, “anunciar”; kataggello, “contar
totalmente”; evangelizo, “espalhar boas novas”;
ladeo, “conversar” ou “falar”; e kerusso,
“anunciar” ou “proclamar”.
O PASTOR É A PESSOA CHAVE
Cabe ao Pastor local estar despertando, incentivando e
levando a igreja a se envolver profundamente com a obra
missionária. É ele a pessoa chave para o envolvimento da
igreja Local, pois é a ele que as ovelhas ouvirão e
seguirão. Caso não tenha o apoio total e irrestrito do
pastor qualquer tentativa de envolver a igreja local com
missões não terá o sucesso desejado. Mas caso o seu
pastor ainda não tenha visão missionária, aqui vai um
conselho, comece a presenteá-lo com livros que falem de
missões e ore para que o Espírito Santo fale ao seu
coração e o inunde de paixão pelas almas.
SELEÇÃO DOS VOCACIONADOS
Com relação à obra
missionária a igreja local deve estar orando e
empreendendo todos os esforços para levar o Evangelho
até os confins, através de missionários enviados por
esta igreja. Cabe a igreja a seleção e envio dos
missionários. Está tarefa é da Igreja Local e não de uma
agência missionária. As agências missionárias são
instituições que cooperam com a Igreja Local no que diz
respeito ao preparo e envio dos missionários, mas a
seleção e o envio cabem a Igreja Local. Cabe ainda a
Igreja Local a responsabilidade de orar e contribuir
para o missionário, dando lhe assistência financeira,
moral, emocional e espiritual.
Com relação à seleção dos
vocacionados, é a Igreja Local que conhece o candidato,
sua vida, seu caráter, seu trabalho e até o seu
relacionamento com outras pessoas e também com Deus. É
ela que sabe se o candidato é realmente vocacionado, ou
se procura apenas uma porta de escape de uma vida
ministerial frustrada.
O vocacionado para a obra
missionária não pode ser alguém que fique parado,
pensando que só deva se envolver com a evangelização e
discipulado quando estiver no campo, pois se ele nada
faz aqui, fará menos ainda no campo onde estará sozinho
e onde as pressões espirituais serão maiores sobre sua
vida.
Missões também não é a
porta de escape para se livrar daquele crente
problemático. Para missões se envia o melhor, e não
aquela pessoa que vive dando problemas, pois estas devem
permanecer na Igreja Local e ali serem tratadas. A obra
missionária não deve servir como um reformatório, casa
de recuperação ou lugar para apadrinhados. Devem ser
enviados ao campo missionário àqueles que tem uma
chamada genuína, e uma profunda paixão pelas almas
perdidas, e que a Igreja Local considere os melhores, e
que façam falta quando se ausentarem dela. Foi isto o
que o próprio Deus Pai fez, não enviou nenhum anjo, mas
mandou o seu próprio Filho. E é assim que ele deseja que
a obra missionária seja realizada. Sigamos o Seu
exemplo!
PREPARANDO O VOCACIONADO
Geralmente quando nos
envolvemos com missões a nossa empolgação se torna tão
grande, que queremos ver resultados imediatos,
especialmente quanto ao envio do obreiro. Assim sendo,
passamos a pensar que se não enviarmos alguém, não
seremos uma igreja missionária.
No afã de receber o
reconhecimento e méritos de uma igreja missionária,
especialmente no início deste tão importante ministério,
muitas igrejas, assim que identificam a chamada e
qualificações na vida de alguém, envia-o imediatamente.
Afinal, alguém que confesse ter uma chamada missionária,
seja ativo nos trabalhos locais e cumpra os requisitos e
qualificações bíblicas exigidas na vida do vocacionado,
é tudo que precisamos para transformarmos uma pessoa que
seja uma bênção local em um missionário.
Na maioria dos casos,
esta precipitação irá resultar em algum tipo de decepção
ou desapontamento na igreja que o envia. Isso poderá
acontecer pois achamos aquela pessoa perfeita para o
campo. Só que nos esquecemos que a realidade cultural,
social, financeira e espiritual do campo missionário
poderá ser bem diferente daquela em que o enviado estava
acostumado. Com o choque transcultural (neste caso
maior, devido à falta de preparo) ele não irá
corresponder às expectativas da igreja. Em situação mais
complexa, poderá até desistir da chamada e voltar à
igreja de origem, cansado e decepcionado. Para
igreja, isso poderá resultar em uma enorme decepção e
desmotivação com relação a missões.
Num momento em que
precisamos tanto de obreiros aprovados, pois a seara é
realmente grande, não podemos correr o risco de enviar
alguém para o campo sem o devido preparo teológico,
cultural, intelectual e espiritual.
Neste particular, algumas
igrejas julgam ser desperdício de tempo e dinheiro
manter o vocacionado em um instituto bíblico ou agência
missionária, se preparando para o campo missionário,
preferindo correr o risco de enviar o obreiro
despreparado, mesmo que isto venha gerar decepções para
o missionário e para a igreja mantenedora. Tudo isso em
nome da urgência missionária.
Para aqueles que não
querer correr este risco, ore, busque direção a Deus e
procure uma agência missionária que lhe ofereça o devido
preparo missiologico e que lhe auxilie no preparo e
também envio dos vocacionados para a obra missionária.
QUALIFICAÇÕES NA VIDA DO
CHAMADO
O vocacionado para a obra
missionária precisa e deve ser:
Nascido de novo (Jo 3.3).
Precisa ser um crente
verdadeiro, e que tenha experimentado o novo nascimento,
uma conversão genuína, e não apenas um mero
convencimento.
Fiel e submisso a Deus, à
Bíblia e à sua Igreja Local (1 Co 4.1,2)
É imprescindível que o
vocacionado seja fiel em tudo e também submisso a Deus,
à Bíblia e a sua Igreja Local. Infelizmente muitos
pensam que depois de estar no campo, não deve mais
subordinação a ninguém e que pode fazer o que bem
pensar. Só que isto não é bem a verdade. O vocacionado
deve ser submisso não somente a Deus, mas também a
Igreja que o enviou, e também a missão com qual ele
trabalha.
Cheio do Espírito Santo
(At 1.8).
O Senhor Jesus não mandou
seus discípulos despreparados, mas mandou que ficassem
em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder.
Mas, depois de revestidos deveriam então levar o
evangelho a toda criatura até os confins da terra. E
hoje, não precisamos mais ficar esperando em Jerusalém,
pois o derramamento do Espírito Santo já aconteceu. E
ainda hoje os vocacionados precisam sair revestidos com
o poder do Espírito Santo para o campo missionário. Pois
é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo para
sermos testemunhas. E é a unção de Deus que faz a
diferença. Muitos missionários conseguiram um maior
resultado em pouco tempo do que outros em muitos anos,
isto, muitas vezes, pelo fato dos primeiros terem saído
na virtude (poder) do Espírito Santo e ao passo que os
outros achavam que só a capacitação intelectual lhes era
suficiente. Não há de se negar que a capacitação
intelectual e cultural é muito importante para o
vocacionado, mas se ele não reconhecer que o preparo
espiritual, e isto diz respeito também a ser cheio do
Espírito Santo, o seu resultado não será tão grande.
Conhecedor da Bíblia
Sagrada (2 Tm 2.15).
Todo cristão tem o dever
de conhecer a Palavra de Deus, de meditar nela de dia e
noite (Sl 1.2). Mas com relação ao vocacionado, ele
precisa ter um conhecimento mais profundo ainda. Ele não
pode se contentar em ter um conhecimento parcial da
Palavra de Deus, pois no campo ele será varias vezes
confrontado com falsos ensinos e religiões, e só através
de um profundo conhecimento da Bíblia ele poderá
prevalecer, e fazer com que outros que estavam sendo
levados por estes ventos de falsas doutrinas venham a
conhecer a Verdade.
Cheio de paixão pelas
almas perdidas (Mt 9.36).
Não poderia imaginar
alguém que diz ter sido vocacionado, e ir para o campo
sem sentir paixão pelas almas perdidas. Seria um homem
no lugar errado, um peixe fora d’água. Mas infelizmente
é isto que algumas vezes tem acontecido. Ouvi falar de
um missionário que estava num campo missionário há mais
de quinze anos e dizia para os novos missionários que
chegavam que para aquele lugar não havia mais esperança,
pois segundo ele dizia, aquele lugar já fora julgado.
Somente com o coração cheio de paixão pelas almas será
possível amar as pessoas que tem costumes tão estranhos
e uma cultura tão diferente da nossa, sem menosprezar as
pessoas e sua cultura.
COMO CRIAR UMA SECRETARIA
DE MISSÕES?
Uma Secretaria Local de
Missões bem estruturada e que consiga desempenhar bem as
atribuições a ela conferida é essencial para que a
Igreja Local esteja bem informada e envolvida na obra
missionária.
Em se tratando de
missões, é bem verdade que quem precisa estimular e
desenvolver esta visão na igreja é o pastor, que é a
autoridade mais expressiva na Igreja Local. Se este
principio não partir dele, ou se ele não lhe der pelo
menos apoio ou concordância, fique orando por ele e
esperando que ele seja despertado pelo Espírito Santo.
Qualquer iniciativa sem a autorização e apoio do líder,
estará totalmente fora da vontade de Deus (leia Romanos
13.1-2). Se seu líder não tem a visão missionária, ore,
contribua financeiramente com algum projeto ou agência
missionária, se informe sobre o assunto e espere. Se há
alguém que será cobrado por Deus por uma igreja não se
envolver com a obra missionária, será sempre seu líder,
pois foi ele quem recebeu a autoridade delegada de Deus,
e por isso, deve ter comunhão suficiente com Deus para
conhecer a sua vontade e obedecê-la e fazer seus
liderados também obedecerem. Agora, se o seu pastor tem
a visão missionária, não perca tempo, se coloque ao lado
dele e se ofereça para ajudá-lo a organizar uma
Secretaria Local de Missões. Mesmo que o pastor tenha
esta visão, se não tiver uma equipe que o assessore e
apóie neste assunto, tão complexo e urgente, será muito
difícil para ele sozinho, conseguir resultados concretos
e duradouros.
Em missões, não pode
haver cacique ou super crente que queira fazer tudo
sozinho ou estrelas que queiram brilhar mais do que as
outras. Não espere ganhar fama ou notoriedade por se
envolver com missões. Se este é o seu objetivo, desista.
Se o que comove o seu coração é algo mais do que o
desejo de estar envolvido num assunto que está na moda;
se for um profundo amor, e mais ainda - uma enorme
paixão pelas almas que perecem, não perca tempo! Reúna
uma equipe com os mesmos sentimentos e mãos à obra.
Já esta secretaria ou
departamento de missões, poderá ser basicamente composto
por um secretário local, que terá a função de coordenar
e orientar todas as atividades relativas a missões e
evangelismo local, um secretário adjunto que cuidará
principalmente da área organizacional de secretaria,
tais como: organização de arquivos com informações
missionárias, biblioteca missionária, cadastro de
missionários e correspondências em geral, um tesoureiro
que recolherá todas as contribuições, as organizará
contabilmente e as repassará aos missionários ou
agências. Outros membros ainda poderão compor a
Secretaria de Missões, tais como: secretário
correspondente, membros de representações e jograis,
intercessão, colaboradores de Informativo Missionário e
muitos outros.
Assim sendo, a Igreja
Local que não tem uma Secretaria ou Departamento de
Missões operante, precisa vencer este desafio e
implantar este braço da Igreja Local, tão importante
para o envolvimento e desenvolvimento missionário. A
Secretaria Local de Missões é responsável por juntamente
com o Pastor Local, colocar constantemente os
gravetinhos na fogueira de missões da Igreja Local,
mantendo assim, sempre acesa a chama missionária.
FAZENDO FUNCIONAR UMA
SECRETARIA DE MISSÕES
Não basta apenas criar
uma Secretaria de Missões apenas por criar, é necessário
que esta Secretaria funcione realmente, exercendo
fielmente as atividades para a qual foi criada.
Certo missionário disse
certa vez: “Secretaria de Missões, é tudo muito bonito,
mas na prática não funciona”. Ele disse isso por estar a
vários anos no campo missionário sem nunca receber uma
carta da Secretaria de Missões, ou membros de sua
igreja; em dois anos só tinha recebido uma carta do seu
Pastor. É claro, que isto, infelizmente continuará a
acontecer, mas não deve ser regra e sim exceção. Pois
cabe a igreja, através da Secretaria de Missões dar o
apoio financeiro, moral, emocional e espiritual ao
missionário no campo.
A Secretaria de Missões
tem a obrigação de manter a igreja sempre bem informada
a respeito de seus missionários e também da obra
missionária de maneira geral e abrangente.
Abaixo vamos ver quais
são as funções básicas de uma Secretaria de Missões:
1) Coordenar toda a ação
missionária da igreja, em parceria com o Pastor Local;
2) Envolver a igreja em
oração intercessória constante pelos missionários;
3) Informar a igreja das
vitórias, necessidades e motivos de oração de
missionários;
4) Manter contato com
missionários que estão no campo, prestando o apoio
moral, e também estimular a outros irmãos que façam o
mesmo;
5) Descobrir vocações,
apresentá-las a igreja e cuidar de todo o preparo
transcultural do vocacionado;
6) Promover cultos
missionários, conferências, seminários, cursos e outras
atividades similares para o despertamento e maior
envolvimento da Igreja;
7) Organizar uma
biblioteca missionária;
8) Se possível organizar
um boletim informativo missionário;
9) Adquirir cartazes,
bandeiras, e outros materiais de ornamentação que
desperte para a obra missionária;
10) Arrecadar recursos
para a obra missionária, promovendo todos os meios de
mobilização para arrecadação de fundos. Uma boa maneira
é incentivar cada crente a ter seu carnê missionário
para que ele possa contribuir sistematicamente todos os
meses. Incentive-o depois de acabar um a pegar um outro
novo;
11) Apresentar a Igreja
relatório financeiro, bem como das atividades dos
missionários;
Organize comissões de
trabalho. É importante que todos os membros da Igreja
estejam envolvidos, pois, além de ajudar nos serviços,
estarão colocando a mente e o coração na obra
missionária.
REALIZANDO CONFERÊNCIAS E
CULTOS MISSIONÁRIOS
Para que a chama
missionária não se apague é necessário que a Secretaria
de Missões esteja sempre colocando os gravetinhos na
fogueira de missões. E uma boa maneira de fazer isto é
através da realização de Conferências e Cultos
Missionários. Abaixo falaremos brevemente sobre cada um
deles:
CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA
- Geralmente é realizada uma vez no ano e deve ser feita
com objetivos claros e específicos, e não como mais uma
festa da Igreja Local. Foram em conferências
missionárias que muitas chamadas foram confirmadas, e
outros foram despertados para um maior envolvimento com
missões. O que fazer para se promover uma conferência
missionária?
1) Convidar preletores
que tenham uma verdadeiro envolvimento com missões -
isto é essencial se você quiser ter uma verdadeira
conferência MISSIONÁRIA. Caso não conheça nenhum você
pode pedir ajuda as Agências Missionárias;
2) Se possível, trazer
missionários para enriquecer a conferência com suas
experiências e testemunhos;
3) Apresentação de
jograis, peças ou coreografias missionárias. Deve-se ter
o cuidado de que estas dramatizações tenham realmente um
fundo missionário, de preferência destacando os povos
não alcançados, e que contribuam para o ambiente
espiritual do culto;
4) Ornamentação da
igreja com bandeiras de países, cartazes com fotos e
dizeres missionários, para que o conferencista possa ver
missões para todo lado que olhar;
5) Os hinos devem ser
missionários. Conferência missionária não é uma ocasião
propícia para se trazer muitos cantores, pois o
principal são os testemunhos dos missionários, a
projeção de informações e a preleção. Os cantores devem
ser poucos e que tenham hinos missionários para não
desviar a atenção do culto do seu propósito principal,
que é louvar ao Senhor e promover despertamento
missionário;
6) Promover a
arrecadação de recursos para a obra missionária. Esta
ocasião é propicia para o propósito de fé, que é uma
oferta especial a ser paga em um ou mais meses. Também
se pode vender comidas, artigos missionários e outros
como meio de arrecadar mais recursos para missões;
7) Estar sensível a voz
do Espírito Santo, no tocante a confirmação de chamadas
missionárias.
CULTO
MISSIONÁRIO
- Pode ser realizado uma vez por mês ou mais, mais nunca
menos, isto se realmente estamos levando missões a
sério. Através do Culto Missionário a chama de missões
estará sempre crescendo na Igreja Local. O que fazer
para se promover uma culto missionário?
1) Como na Conferência
Missionária, trazer pregadores que tenham um real e
profundo envolvimento com missões, senão você terá no
culto tudo, menos um culto missionário;
2) Se possível, trazer
missionários que estejam vindo ou se preparando para ir
ao campo missionário;
3) Apresentação de
jograis, peças ou coreografias missionárias, seguindo o
exemplo da Conferência Missionária;
4) Ornamentação da
igreja com bandeiras de países, cartazes com fotos e
dizeres missionários. Se possível devem ser permanentes;
5) Os hinos devem ser
missionários. Para isto é bom lembrar os conjuntos
previamente para que estejam preparando hinos que venham
contribuir para aumentar a chama missionária;
6) Na minha opinião,
toda a oferta alçada deste culto deveria ser destinada a
missões. A Igreja Local já tem vários dias para recolher
ofertas para si mesma e esta com certeza não lhe fará
falta nenhuma. Também é uma oportunidade para ver se
alguém ainda não tem seu carnê missionário e desafiá-lo
a pegar o seu;
7) Estar orando durante
o culto por motivos missionários, sejam por países,
missionários e o que mais o Espírito Santo o orientar. E
seria bom que isto acontecesse em todos os cultos, mesmo
aqueles que não são missionários. Durante os demais
cultos poderia se reservar 10 minutos para estarem
apresentando e orando por estes motivos missionários.
MODELO DE REGIMENTO
INTERNO PARA
SECRETARIA LOCAL DE
MISSÕES
Regimento Interno
SECRETARIA
DE EVANGELISMO E MISSÕES (Sigla da Secretaria)
CAPÍTULO I – DA
DENOMINAÇÃO E FINS
Art. 1º - A
Secretaria de Evangelismo e Missões é um departamento da
Igreja (Nome da Igreja), situada a Rua
........................, Nr ........... –
Bairro ........................... – Cidade:
.........................., de acordo com o
artigo (nº) do seu
Estatuto, e que neste Regimento denominar-se-á
(colocar Sigla da Secretaria).
Art. 2º - São
finalidades da Secretaria de Evangelismo e Missões:
a. Promover, junto com a direção da igreja, a educação missionária e
evangelística;
b. Promover, junto com a direção da igreja, a intercessão pela Obra
Missionária através de grupos de oração e de outros
métodos de oração intercessória;
c. Auxiliar a direção da igreja na seleção, preparo e envio de
missionários;
d. Elaborar e atualizar cadastro de missionários enviados pela
igreja;
e. Manter sob sua guarda recursos financeiros destinados às suas
despesas e para outras finalidades da Obra Missionária e
Evangelística;
f. Auxiliar a igreja no envio de sustento de missionários;
g. Auxiliar a igreja no trabalho de evangelismo;
h. Auxiliar a direção da igreja na supervisão dos missionários
enviados; e
i. Reunir e divulgar informações diversas sobre a Obra Missionária
nacional e internacional.
CAPÍTULO II – DA
DIRETORIA
Art. 3º - A
Secretaria de Evangelismo e Missões será dirigida por
uma diretoria composta de um Secretário Geral de
Evangelismo e Missões, um Secretário de Evangelismo, um
Secretário-Adjunto, um(a) 1º Tesoureiro(a), um(a) 2º
Tesoureiro(a), um(a) 1º Secretário(a) Administrativo e
um(a) 2º Secretário(a) Administrativo.
Parágrafo único – A diretoria da Secretaria de
Evangelismo e Missões será escolhida pela Presidência da
(igreja tal) para atuar
por um biênio (podendo este tempo ser prorrogado).
Art. 4º - Compete
ao Secretário Geral de Evangelismo e Missões:
a. Cumprir e fazer cumprir o Regimento Interno da Secretaria de
Evangelismo e Missões;
b. Supervisionar as atividades do Secretário de Evangelismo, do
Secretário-Adjunto, da Tesouraria e Secretaria
Administrativa; e
c. Estar sempre atualizado dos assuntos e atividades relacionadas
diretamente a missões, manter o controle e zelar pelo
fiel cumprimento das programações.
Parágrafo único – O Secretário Geral de Evangelismo e
Missões deverá dar expediente na Secretaria sempre que
necessário.
Art. 5º - Compete ao
Secretário de Evangelismo:
a. Responder pelo Secretário Geral de Evangelismo e Missões, sempre
que necessário; e
b. Estar sempre atualizado dos assuntos e atividades relacionadas
diretamente a evangelismo, manter o controle e zelar
pelo fiel cumprimento das programações.
Parágrafo único – O Secretário de Evangelismo deverá dar
expediente na Secretaria sempre que necessário.
Art. 6º - Compete ao
Secretário-adjunto:
a.
Responder pelo Secretário Geral de Evangelismo e Missões
ou Secretário de Evangelismo, sempre que necessário;
b. Auxiliar os Secretários(as) e os(as) Tesoureiros(as)
em suas atividades; e
c.
Executar serviços de escritório e arquivamento de
documentos.
Parágrafo único – O Secretário-Adjunto
deverá dar expediente na Secretaria sempre que
necessário
Art. 7º - Compete
ao 1º Tesoureiro(a):
a.
Ter sob sua guarda e responsabilidade, valores em
espécie e documentos contábeis;
b.
Efetuar remessa de dinheiro de missionários mantidos
pela igreja;
c.
Manter livros contábeis próprios; e
d.
Elaborar relatórios financeiros.
Art. 8º - Compete
ao 2º Tesoureiro(a):
a.
Responder pelo 1º Tesoureiro(a) em todas as suas
atribuições sempre que necessário; e
b.
Auxiliar ao 1º Tesoureiro(a) quando do fechamento do
Livro Caixa.
Art. 9º - Compete
ao 1º Secretario(a) Administrativo:
a.
Ter sob sua guarda e responsabilidade, Livro Ata,
relatórios e demais documentos de responsabilidade da
(Sigla da Secretaria),
sempre em dia;
b.
Zelar sempre pela organização dos arquivos da
Secretaria; e
c.
Manter em dia a “Agenda” da Secretaria.
Art. 10º
-
Compete ao 2º Secretario(a) Administrativo:
a.
Responder pelo 1º Secretario(a) Administrativo em todas
as suas atribuições sempre que necessário; e
b.
Auxiliar ao 1º Secretario(a) Administrativo quando do
lavramento do Livro Ata.
CAPÍTULO III – DA
MANUTENÇÃO FINANCEIRA
Art. 11º - As
despesas da Secretaria de Evangelismo e Missões serão
custeadas por ofertas voluntárias e dotações da igreja.
CAPÍTULO IV – DAS
DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAS
Art. 12º - Os
casos omissos serão resolvidos pela diretoria da
Secretaria de Evangelismo e Missões em conjunto com a
direção da igreja.
Art. 13º -
Este regimento, aprovado pela direção da igreja, entra
em vigor nesta data.
CAPÍTULO V – DAS ATIVIDADES
ESPECÍFICAS PARA A SECRETARIA DE EVANGELISMO E MISSÕES
(Sigla da Secretaria)
1.
Formar uma biblioteca missionária, com materiais sobre
missões e evangelismo;
2.
Assinar revistas, jornais, boletins e outros periódicos
missionários;
3.
Manter contato regular com agências missionárias
nacionais e internacionais;
4.
Confeccionar cartazes ou painéis missionários e
evangelísticos e afixá-los em locais bem visíveis;
5.
Organizar viagens missionárias;
6.
Organizar trabalhos de evangelismo pessoal ou em massa;
7.
Divulgar trabalhos evangelísticos realizados pela
...........................;
8.
Realizar cultos, simpósios, conferências, seminários,
congressos, cursos e outros eventos sobre missões (ver
Cap. VI);
9.
Publicar um boletim missionário;
10.
Ler cartas de missionários e divulgar as necessidades
deles e seus pedidos de oração;
11.
Realizar e divulgar estudos de campos missionários
carentes, e estabelecer alvos e estratégias de trabalho;
12.
Realizar um Momento Missionário nos cultos normais da
igreja (Palavra missionária e divulgação de notícias
missionárias);
13.
Adquirir equipamentos e materiais para uso em palestras,
cultos, conferências e outros eventos missionários
(projetor de slides, retroprojetor, slides, filmes
missionários);
14. Organizar exposições missionárias;
15.
Organizar apresentações missionárias;
16.
Recolher, em embaixadas e consulados, posters, livros,
jornais, revistas e materiais típicos dos países.
CAPÍTULO VI – DOS EVENTOS
REALIZADOS PELA SECRETARIA DE EVANGELISMO E MISSÕES
(Sigla da Secretaria)
1. Encontro – Confraternização;
2. Seminário – Reunião de estudos a respeito de
determinado assunto;
3. Simpósio – Reunião para debate de um assunto;
4. Conferência – Ato de conferir, conversação, discurso
em público;
5. Congresso – Reunião de representantes de vários
países. Reunião de delegados para a discussão de
qualquer assunto.
Santa Rita, RJ, 29 de Março de 2008.
______________________________________
PR FULANO DE TAL
Secretário Geral de Evangelismo e Missões
______________________________________
PR FULANO DE TAL
1º Secretário da (Sigla da Secretaria
de Missões)
______________________________________
______________________________________
PR FULANO DE TAL PR FULANO
DE TAL
1º Vice Presidente da
Igreja Tal 2º Vice
Presidente da Igreja Tal
______________________________________
PR FULANO DE TAL
Presidente da Igreja Tal
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